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Leia abaixo os seguintes artigos:
35 Dicas para você gastar menos com combustível
Dez dicas para escolher uma oficina mecânica
Confira dicas para evitar acidentes de trânsito na hora
de viajar
Conheça as dicas para não ter dor de cabeça
com o carro em pleno trânsito.
Conheça os 5 pesadelos dos motoristas
Seu carro foi clonado? Veja o que fazer
Financiamentos de carros novos atraem consumidores
Veja o que fazer para não pagar comissão na compra
de carro
Perguntas e dúvidas freqüentes
Dicas
importantes para o seu carro
Fique de olho no xixi do seu cachorro
Aprenda a dirigir bem com toda segurança
Dicas para o seu carro
35 DICAS PARA
VOCÊ GASTAR MENOS COM COMBUSTÍVEL
Por: Adriano Rocha / Ilustrações: Josemar Zadra
O
gasto com combustível é sempre preocupante mas existe
uma série de medidas que podem diminuir o consumo. Cuidando
bem da manutenção de seu jipe e tomando alguns cuidados
no modo de dirigir, é possível diminuir até
20% do consumo.
1.
Não é necessário esperar o motor aquecer.
Saia logo que ligar seu jipe; apenas não force o motor
nos primeiros minutos.
2.
Não acelere antes de desligar o motor. Além da queima
desnecessária de combustível, você estará
diluindo o óleo lubrificante de motor com o combustível
não queimado.
3.
Acelere de maneira progressiva. Vá acelerando gradativamente,
pressionando o acelerador à medida que se fizer necessário.
4.
Ao ligar o carro, não acelere. Se há alguma dificuldade
para fazer pegar, é sinal de que o motor está desregulado.
5.
Solte o acelerador antes de parar o carro, usando o freio motor.
6.
Não acelere entre as mudanças de marchas, quando
estiver com o pé na embreagem.
7.
Freadas e arrancadas bruscas aumentam o consumo. Procure manter
uma velocidade cosntante.
8.
Se o semáforo fechar, diminua a velocidade gradativamente,
evitando manter a aceleração e frear forte só
quando estiver próximo ao cruzamento.
9.
Procure fazer a troca de marchas dentro da faixa de giro do motor
recomendada (varia em torno de 3.000 rpm). Não estique
as marchas desnecessariamente.
10.
Não dirija em alta velocidade. O consumo andando a 100
km/h pode ser até 20% maior do que a 80 km/h.
11.
Andar com giro baixo em marchas longas - 40 km/h em 5» marcha
por exemplo - força o motor e aumenta o consumo.
12.
Se for ficar parado por mais de 2 minutos, desligue o motor. O
consumo é maior do que desligá-lo e ligá-lo
novamente.
13.
Nas descidas, utilize a mesma marcha que seria necessária
para subir.
14.
Retire do carro todos os objetos desnecessários. Eles aumentam
o peso do veículo e consequentemente o consumo. Em uso
urbano, acessórios como hi-lift, pranchas, patescas e outros
só servem para aumentar o peso.
15.
A utilização do ar condicionado pode aumentar em
até 20% o consumo de combustível.
16.
Os pneus devem estar sempre calibrados. Lembre-se de recalibrá-los
se for preciso diminuir a pressão em trilhas mais técnicas
com pedras ou areia.
17.
Viaje com os vidros fechados, diminuindo assim o arrasto aerodinâmico.
18.
Bagageiro normalmente causa resistência ao deslocamento.
Se não estiver em uso, o ideal é retirá-lo.
19.
Bagageiros muito cheios atrapalham a aerodinâmica. Dê
preferência a modelos fechados (com desenho aerodinâmico)
ou a colocar as bagagens no porta-malas.
20.
Verifique periodicamente o estado dos cabos, velas e bobina, mantendo-os
ajustados. Um bom funcionamento da ignição é
fundamental para uma boa queima de combustível.
21.
Mantenha a direção alinhada e as rodas balanceadas.
22.
Ao abastecer, verifique se a tampa foi devidamente fechada, evitando
um possível vazamento - principalmente em trilhas onde
é comum seu 4x4 ficar inclinado.
23.
Confira o estado da tampa do tanque. Se a vedação
não estiver bem feita, a evaporação pode
aumentar seu gasto com combustível.
24.
Ao abastecer, não deixe que o frentista encha o tanque
além do desligamento automático da bomba. O excesso
pode transbordar e ainda corroer a pintura do veículo e
danificar o canister (filtro dos gases do tanque).
25.
Também para evitar a evaporação do combustível,
procure estacionar à sombra.
26.
Só abasteça em postos de confiança para evitar
gasolina adulterada.
27.
Com o tempo, a gasolina pode oxidar e formar uma espécie
de goma que vai se depositando no sistema de alimentação
acarretando um aumento de consumo. O uso de aditivos ou gasolina
aditivada ameniza este problema.
28.
Mantenha o motor regulado. Carburador, distribuidor e sensores
dos bicos de injeção deverão estar com manutenção
em dia.
29.
Se seu jipe possuir roda-livre manual, evite andar na posição
4x4 sem necessidade. Rodando no asfalto, utilize sempre a posição
4x2.
30.
Verifique o estado do catalisador. Danificado, ele pode fragmentar-se
em pedaços que dificultam a saída dos gases de escape.
31.
Embreagem patinando o força a acelerar mais para fazer
o carro andar.
32.
Mantenha o filtro de ar limpo. Faça a limpeza sempre que
enfrentar muita poeira e substitua-o conforme a recomendação
do manual do carro.
33.
Após andar em lama e barro, dê ao menos uma ducha
no jipe para tirar o excesso de barro acumulado, principalmente
nas rodas.
34.
Verifique os freios. Eles podem estar segurando o jipe mesmo sem
ser acionado.
35.
Verifique sempre o nível de óleo lubrificante.
DEZ DICAS PARA ESCOLHER UMA OFICINA
MECÂNICA
O
carro está começando a apresentar problemas como
barulho estranho no motor, lataria arranhada, dificuldades para
engatar a marcha, insegurança nos freios. Na hora de levar
o veículo para o conserto, muita gente não sabe
como escolher uma oficina mecânica de confiança.
Os técnicos do Procon-SP, órgão vinculado
à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do
Governo do Estado de São Paulo, dão algumas dicas
para que o motorista não fique no prejuízo:
Faça uma pesquisa comparando preços e qualidade.
Ao definir por uma oficina, antes de levar o carro telefone para
o Procon de seu estado para saber se a empresa possui registro
de reclamação no órgão. Observe se
a oficina está regularmente estabelecida e não é
clandestina, se o local é organizado e, se possui ferramentas
e equipamentos básicos. Fique atento quanto a alguns serviços
que só podem ser executados por oficinas especializadas,
como por exemplo, manutenção de injeção
eletrônica.
Se seu carro é importado, veja se o estabelecimento possui
funcionários treinados para este tipo de veículo.
Exija um orçamento prévio, no qual devem estar discriminados
detalhadamente o material a ser usado, a mão-de-obra, os
valores respectivos, condições de pagamento, data
de início e término dos serviços e prazo
de validade do mesmo.
Antes do conserto, solicite um documento relatando as condições
gerais do carro, fazendo constar também a quilometragem
e o nível de combustível. Ao retirar o veículo,
faça uma vistoria para verificar se ele encontra-se nas
mesmas condições em que entrou na oficina, certificando-se
de que não há danos, como amassados, riscos na pintura
ou equipamentos quebrados.
Verifique também se o serviço foi executado de acordo
com o combinado. Só leve o automóvel se estiver
plenamente de acordo com tudo. Não havendo entendimento
entre as partes, registre um boletim de ocorrência na delegacia
de polícia. Exija sempre nota fiscal discriminada contendo
tudo o que foi disposto no orçamento, assim como os dados
do veículo e das partes envolvidas.
CONFIRA
DICAS PARA EVITAR ACIDENTES DE TRÂNSITO NA HORA DE VIAJAR
PRF recomenda não exceder número de passageiros
nem peso de bagagem. Motoristas devem respeitar o Código
de Trânsito Brasileiro.
O excesso de pessoas e de bagagem nos veículos, além
de ser proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro,
pode causar também graves acidentes. De acordo com as leis
de trânsito, a quantidade de pessoas permitida dentro do
carro depende do número de cintos de segurança.
Segundo
Matheus Horta, assessor de imprensa da Polícia Rodoviária
Federal (PRF), a multa é o menor dos prejuízos para
quem não respeita as leis. “Com o excesso de passageiros,
alguém vai estar sem o cinto e pode ser arremessado dentro
do veículo, atrapalhando a direção do condutor,
que pode se envolver em um acidente”, diz.
O
código de trânsito não obriga o uso de equipamentos
de segurança para as crianças. Ainda assim, Horta
recomenda que crianças de até 1 ano utilizem uma
cadeira especial com cinto de segurança. “Muitas
mães acham que o melhor lugar para transportar a criança
é em seu colo. Na verdade, a criança, independente
da idade, deve ser transportada como um passageiro normal dentro
do veículo”, destaca.
Cuidados
com a bagagem
Não há nenhuma restrição no código
em relação ao transporte da bagagem em cima da do
veículo. No entanto, para Horta, alguns inconvenientes
para essa ação devem ser destacados. “A perda
de visibilidade do condutor no caso de uma ultrapassagem ou mudança
de faixa deve ser considerada. Além disso, os objetos podem
ser arremessados e podem atrapalhar o condutor.”
A
PRF diz que a melhor maneira de organizar a bagagem no porta-malas
é não exceder o volume comportado pelo carro. E
para quem tem bagageiro e costuma colocar os objetos em cima do
veículo, Horta faz um alerta para os condutores observarem
o limite máximo de 50 centímetros. "Caso não
respeite esse limite, o motorista está sujeito a uma multa
de R$ 127", lembra.
Motoristas
que utilizam carretas devem verificar se ela está conectada
ao sistema de iluminação do veículo. As bicicletas
podem ser levadas no teto do carro e, neste caso, podem exceder
o limite de 50 cm, desde que usem um suporte especial. Se forem
colocadas na parte traseira do carro, elas não podem tampar
o sistema de iluminação nem a placa de identificação
do veículo. “Todos esses cuidados podem parecer básicos,
mas podem salvar vidas”, afirma. Manutenção
é 40% mais barata que conserto, diz especialista Especialistas
comentam as vantagens das revisões periódicas.
Conheça as dicas para não
ter dor de cabeça com o carro em pleno trânsito.
Cuidados com o carro são fundamentais para evitar acidentes
e imprevistos na estrada. Dentre esses cuidados, a chamada manutenção
preventiva é apontada como a solução para
prevenir e evitar problemas ao volante. E, na maioria das vezes,
é mais barato prevenir do que remediar.
"A manutenção preventiva é, no mínimo,
40% mais barata que a corretiva", diz José Palacio,
auditor técnico do Instituto de Qualidade Automotiva (IQA).
Conheça os 5 pesadelos dos motoristas
Palacio acredita que a manutenção preventiva é
"a chave para garantir a segurança do veículo,
tanto para poupar vidas como para evitar maiores emissões
de poluentes". "Infelizmente, o proprietário
só se lembra de fazer manutenção no veículo
antes de uma viagem muito longa. Manutenção no carro
feita só uma vez por ano não pode ser considerada
preventiva. Ela deve ocorrer 13 meses por ano", alertou.
Luiz Antonio Ribeiro Borges, sócio-proprietário
da Mak-Sul, empresa especializada em câmbio, concorda com
José Palacio. "O melhor é fazer revisões
periodicamente".
De
acordo com os especialistas, seguir as instruções
contidas no manual do proprietário e levar o carro para
as revisões de tempos em tempos são preocupações
fundamentais para a prevenção de problemas.
"O manual de cada veículo é o melhor aliado
para saber como calibrar pneus, quando o óleo deve ser
trocado, quando o carro precisa passar por uma revisão
completa", afirmou Palacio.
Cuidados com o carro
E como funciona a manutenção preventiva? "Na
manutenção preventiva, há troca de peças
que já apresentam desgaste, mas que ainda não interferem
negativamente sobre outras peças. Muitas vezes, por não
negligenciar a preventiva, o motorista acaba ficando a pé",
explicou o auditor. "E um motor calibrado acaba economizando
combustível". O engenheiro Gabriel Barros, de 26 anos,
teve problemas com seu carro, que parava no meio da rua sem maiores
explicações.
Barros passou por duas experiências desagradáveis
com seu carro recentemente. "Num dia, fiquei parado na Raposo
(rodovia Raposo Tavares, em São Paulo), das 6h30 às
7h, na faixa da esquerda. Em outra vez, o carro parou bem no meio
do túnel Ayrton Senna. Eu estava na faixa da direita, tinha
um carro quebrado, mudei para a faixa da esquerda, e meu carro
morreu e não pegava, fiquei parado do lado do carro quebrado”,
contou.
O engenheiro é o tipo de motorista que se preocupa em fazer
a manutenção preventiva, como alertam os especialistas,
mas assinala que seu carro já tem 9 anos, o que acaba dificultando
o processo. "A manutenção tinha sido feita
na data certa, três meses atrás. Mesmo assim o carro
deu problema", afirmou.
Motoristas que possuem veículos com a idade mais avançada
precisam ter um cuidado redobrado. "Hoje em dia os carros
são projetados para ter uma vida útil bem mais curta,
de 5 anos. Claro que um carro conservado pode ter uma vida útil
mais longa, de 10 anos. Por isso a manutenção preventiva
é ainda mais fundamental", explicou José Palacio.
Assistência
especializada
O auditor do IQA informou ainda que fazer a preventiva é
imprescindível, mas que não se deve deixar o carro
nas mãos de qualquer pessoa, mesmo que seja apenas para
trocar o óleo ou calibrar os pneus, por exemplo.
Veja dicas para escolher uma oficina mecânica Borges, da
Mak-Sul, acredita que é preciso levar seu carro sempre
para uma oficina de confiança. "Na hora de trocar
o óleo do câmbio, por exemplo, uma pessoa sem conhecimento
pode colocar o óleo errado e prejudicar o carro",
contou.
Palacio
concorda: "o frentista pode não ter conhecimento técnico
suficiente para oferecer um serviço garantido. Se você
tem um carro importado e deixa qualquer pessoa abrir o veículo,
chega até a ser perigoso. As especificações
técnicas de cada carro estão muito desenvolvidas
hoje em dia, não é qualquer pessoa que pode mexer".
"Tem
que ter muito cuidado com qualquer tipo de revisão do carro,
para não prejudicar em vez de ajudar. O importante é
saber onde o proprietário está deixando seu carro
para a manutenção. Caso contrário, o motorista
continua correndo riscos, mesmo
CONHEÇA
OS 5 PESADELOS DOS MOTORISTAS
Estourar pneus e fundir o motor estão na lista de perigos
ao volante. Veja soluções para evitar problemas
graves com seu carro
Imagine
estar na estrada, à noite, e de repente perder o controle
do carro porque os pneus furaram? Ou descer a serra, rumando para
a praia, e os freios falharem? E se o motor fundir bem no meio
do passeio? Como evitar esses pesadelos?
Todo motorista responsável se preocupa com a saúde
do seu carro, tentando evitar qualquer imprevisto, especialmente
antes de pegar a estrada e encarar uma viagem longa. O que nem
todo mundo sabe é que os cuidados com o carro devem ser
tomados sempre, não só antes de viajar. Caso contrário,
o risco é de encarar esses pesadelos e ficar a pé
- ou até provocar um acidente.
O
G1 pediu a José Palacio, auditor técnico do Instituto
da Qualidade Automotiva (IQA), que apontasse os cinco piores problemas
que podem acontecer com seu carro ao dirigir, e como evitar esses
transtornos. Além de pneus estourados, falha nos freios
e pane no motor, Palacio acrescentou à lista problemas
com suspensão e amortecedores e um item que pode parecer
de óbvia manutenção, mas causa muitos transtornos:
falta de combustível.
SEU
CARRO FOI CLONADO? VEJA O QUE FAZER
Segundo o Denatran, não existe na legislação
uma regra específica para veículos clonados.
Somente com a placa do carro já é possível
fazer a clonagem.
A dificuldade de se identificar um carro clonado tem trazido muita
dor de cabeça para proprietários de veículos,
que começam a receber multas que não cometeram.
Nesta semana, um proprietário de veículo de Belo
Horizonte foi surpreendido ao descobrir um clone do seu carro
estacionado na própria garagem
Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran),
não existe na legislação de trânsito
uma regra específica para carros clonados. Assim, só
resta ao proprietário recorrer ao Denatran com a justificativa
de que não cometeu a multa ou ainda descobrir se o carro
que dirige é a cópia.
No caso da justificativa, ela deverá ser escrita à
mão e, de preferência, com algum documento anexo
que prove o local onde estava o verdadeiro carro no momento da
infração, como um bilhete de estacionamento. No
site do Denatran há as instruções para o
procedimento. Já para descobrir se o carro está
irregular, basta fazer uma vistoria de chassi no Ciretran (Circunscricional
Regional de Trânsito) da cidade.
Porém,
os cuidados devem começar na hora da compra. No caso das
revendedoras de veículos, que precisam se certificar do
histórico do carro, o procedimento é feito por meio
de uma empresa privada. “É verificado o número
da carroceria, os selos de marcação, os vidros,
motor etc. Se tiver algum vestígio de irregularidade, a
gente não pega o veículo”, afirma Wesley Lopes
Cordeiro, vendedor da revendora Veroneze Veículos, de São
Paulo.
Os
tipos de clonagem
Nas montadoras, os carros recebem uma série numérica
que é gravada no chassi, motor, vidros e carroceria. Esses
números são registrados com uma máquina especial,
instalada na linha de montagem. No caso dos vidros, por exemplo,
os números já saem serigrafados da fornecedora.
Embora
haja um rigoroso controle dentro das fábricas por parte
do Denatran, os criminosos conseguem acesso a todos os números
do veículo, inclusive ao Registro Nacional de Veículos
Automotores (código Renavam). As quadrilhas anotam o número
da placa de um veículo na rua, a cor e o modelo, em seguida,
puxam todos as informações sobre o veículo
e fazem a clonagem.
Os
peritos conseguem identificar a diferença porque a cópia
nunca é perfeita, já que a máquina e o processo
utilizado não são os mesmos das fabricantes.
Segundo
Cordeiro, apesar de tantas avaliações, é
difícil ter a certeza de que o carro não foi clonado.
“Nossa precaução é não comprar
o clone, o carro com motor adulterado. Mas não tem como
saber se o carro foi clonado”, observa.
O
mesmo procedimento é utilizado pelas seguradoras quando
vão avaliar um carro. “O que acontece muito são
casos de pessoas que vêm fazer o seguro e a gente descobre
irregularidade. Normalmente dá tempo de devolver o carro”,
comenta o diretor do ramo automóveis da Marítima
Seguros, José Carlos Oliveira.
Para
evitar problemas durante a compra do veículo, Oliveira
recomenda a consulta do histórico do carro por meio de
despachantes ou do próprio Detran (Departamento de Trânsito).
FINANCIAMENTOS
DE CARROS NOVOS ATRAEM CONSUMIDORES
É preciso fazer as contas para ver se os juros compensam.
Procon-DF alerta que é proibido cobrar multa para quitar
financiamento antecipadamente.
Financiamentos
de carros novos estão tentadores e chegam a 100% do valor
do veículo, com a possibilidade de pagar em até
60 vezes. Parece fácil, mas é preciso fazer as contas
para ter certeza de quanto será preciso desembolsar para
ter um veículo - e não cair em uma 'roubada'.
No
financiamento de um carro novo de R$ 30 mil, por exemplo, há
banco que cobra R$ 600 de taxa de abertura de crédito.
Em 24 meses, com taxa de juros de 1,2% ao mês, a prestação
fica em R$ 1.512. O total pago será de R$ 36.296. Ou seja,
nessa hipótese o consumidor pagará R$ 6.296 só
de juros.
Outra hipótese: se o financiamento for em 72 meses, com
juros de 1,26% ao mês, a prestação fica em
R$ 670. No fim, o consumidor gastará R$ 48.267; são
R$ 18.267 só de juros. Além disso, é preciso
ficar atento: com o carro vêm outras despesas: combustível,
IPVA, seguro, manutenção, eventuais consertos.
Dívida
A cabeleireira Rosângela Soares da Silva pensou nisso tudo
ao financiar o carro em 36 vezes. Guardou dinheiro para quitar
o financiamento, mas mesmo assim não conseguiu. A financeira
disse que ela teria que pagar uma multa de R$ 500, se quisesse
quitar a dívida.
"Os
juros são abusivos e eles ainda querem me cobrar mais R$
500. Para quitar o carro eu tenho que pagar mais juros?",
questiona Rosângela.
Procon
O presidente do Procon do Distrito Federal, Peniel Pacheco, alerta
que cobrar multa para quitar financiamento é proibido.
"Primeiro, não se pode cobrar nenhuma taxa pela antecipação
da quitação da dívida. É proibido.
Não há como o consumidor pagar mais uma taxa só
porque está quitando a dívida. Segundo, é
preciso descontar os juros sobre as parcelas que ainda estão
por vencer. Como não há serviço nas parcelas
que ainda não venceram, aquele juro tem que ser descontado".
Rosângela
chegou a ir ao Procon, mas, por falta de um contador para reavaliar
a dívida, o problema não foi resolvido. "Agora
eu não sei. Vou ao Procon de novo? Contrato um advogado?
Eu só quero quitar meu carro", afirma.
Segundo
o presidente do Procon, já foi feito um pedido para que
o GDF contrate quatro contadores aprovados em concurso público.
VEJA
O QUE FAZER PARA NÃO PAGAR COMISSÃO NA COMPRA DE
CARRO
Cliente acaba custeando até 12% de taxa para vendedor de
veículos. Procon-SP diz que taxa deve estar discrimada
no contrato do financiamento do automóvel
O
alerta do Ministério Público (MP) de que quem financia
um carro, uma moto ou um caminhão costuma pagar mais do
que deveria, já que muitos vendedores cobram do cliente
uma “taxa de retorno”, ou seja, uma comissão,
chamou a atenção dos consumidores.
Muitos internautas escrevam ao G1 perguntando se poderiam receber
de volta o dinheiro que pagaram pela comissão do vendedor
no financiamento para compra de veículos novos ou usados.
A cobrança é uma espécie de gratificação
que alguns bancos e financeiras repassam para os vendedores. A
comissão pode chegar a 12% para os profissionais que convencem
o cliente a fechar negócio com uma dessas instituições.
Mas quem paga é o cliente, que nem percebe o montante porque
o valor da comissão acaba diluído nas parcelas.
Mas
assim como o MP, o Procon-SP entende que a cobrança é
ilegal e orienta as pessoas a reivindicarem o estorno do valor
pago. No entanto, o órgão de defesa do consumidor
já adianta que o primeiro obstáculo será
provar que parte da prestação foi parar no bolso
do vendedor, já que esta informação dificilmente
vem discriminada.
Em
contrapartida, se o comprador estiver munido desta informação,
poderá, sim, exigir seus direitos, já que a legalidade
da prática não é reconhecida nem mesmo pelo
Banco Central. Desta forma, após uma análise do
caso, o Procon informa que o valor devolvido por ser até
o dobro da “taxa de retorno” paga.
Mudança
de regras
Desde o dia 3 de março, todos os consumidores brasileiros
ganharam o direito de conhecer, em detalhes, os juros escondidos
no financiamento de cada produto que comprar.
Sendo
assim, as empresas devem discriminar, por escrito, quanto o cliente
vai pagar na operação, relacionando item por item.
A regra, que vale para lojas, financeiras e bancos, visa deixar
às claras o que está sendo pago, para que o consumidor
possa, de forma consciente, pesquisar as melhores condições
oferecidas por cada prestador de serviço.
PERGUNDAS
E DÚVIDAS FREQÜENTES
ADITIVOS
Polêmicos,
os aditivos são vistos como uma de manutenção
preventiva ou uma simples despesa para ser evitada, mas na realidade
eles são bastante úteis. Os mais conhecidos são
os aditivos que trabalham junto com os lubrificantes do motor,
cuja função é diminuir atritos internos.
Existem dois tipos de uso para esses aditivos, alguns são
para motores novos, numa forma de prolongar a vida útil
do motor e os outros são para motores cansados, que pretendem
agir sobre as folgas internas do motor, isto é folgas de
bronzinas e anéis, diminuindo a queima de óleo.
Existem também uma ação detergente para evitar
a formação de borras no cárter e eliminar
a carbonização interna do motor, isto é comum
aos dois tipos de aditivos.
Aditivos
para combustível :
Por
sua vez, tem basicamente a função detergente e de
limpeza para evitar a manutenção dos sistemas de
alimentação. Sua eficácia é limpar
dutos de combustível e bicos injetores, alem de promover
uma leve ação anti-ferrugem através da lubrificação
dos injetores ou carburadores.
Aditivo
para cambio e transmissão :
Podem
mostrar rapidamente sua eficiência, são indicados
tanto para cambio como para transmissão, aderindo bem a
superfície de contato das engrenagens, eixos e rolamentos,
você irá notar a diferença ao rodar com o
seu carro.
Aditivos
para radiadores :
Mais
conhecido como etileno-glicol, o aditivo obrigatório para
radiadores, tem como função elevar o ponto de fervura
da água (para cima de 100º C) e também evitar
formação de ferrugem interna no radiador, bloco
do motor e demais componentes do sistema de refrigeração.
A baixa qualidade do aditivo ou a falta do mesmo pode significar
um motor fervendo e uma tampa do radiador voando.
BANCO
DE COURO
Vamos
falar de uma coisa que deixa qualquer um que ame o seu carro louco,
quando algumas mulheres vêem ficam louca, é isso
mesmo vamos falar de bando de couro, alias você sabe que
banco de couro reduz choque ? Pois é verdade sim.
Banco
de couro reduz choque :
A
chegada do inverno e a conseqüente queda da umidade relativa
do ar são condições favoráveis ao
acúmulo de energia estática dentro dos veículos.
Esta energia, que geralmente acumula-se entre os ocupantes e o
assento do automóvel, é descarregada na hora de
sair do carro, provocando pequenos choques elétricos. Os
especialistas e as montadoras asseguram que a intensidade destes
choques não causam nenhum problema a saúde, pois
a quantidade de energia é baixa. Também é
descartada a possibilidade de que os choques caracterizem defeito
do veículo. Mesmo não fazendo mal a saúde,
nem sendo considerados defeito dos veículos os choques
são muito desagradáveis e ultimamente são
reclamações de várias pessoas junto às
montadoras...
Como
resolver ?
A
solução para o problema é colocar bancos
de couro no carro, pois substituir o revestimento sintético
dos assentos do carro é uma alternativa para quem sofre
choques ao sair de seu automóvel. Por receber um tratamento
especial à base de produtos naturais, o couro acaba evitando
acúmulo de energia eletrostática. É diferente
do tecido sintético, que por sua composição
e pela forma como foi tramado, acaba favorecendo tal acúmulo.
Por
que trocar o estofado ?
Muitos
clientes acabam colocando banco de couro somente para livrar-se
das incomodas descargas elétricas. Embora afirma-se que
este não seja o principal motivo da troca do estofamentos.
A troca pelo couro varia de preços para carros de passeios
ou picapes de cabine dupla ou simples. Consulte-nos!!!
Como
conservar os seus bancos :
Cuidados
simples são a garantia de vida longa para os bancos de
couro originais ou que foram revestidos depois. O mais importante
é evitar deixar o carro exposto ao sol, pior inimigo do
couro. Com o tempo, o material tende a se tornar ressecado e quebradiço.
Dica:Nunca
passar produtos como vaselina ou silicone - muito usados em lavagens
de postos de gasolina. Eles penetram no couro e, além de
estragá-lo, atingem a cola, fazendo a forração
se soltar. Para limpar ou remover manchas, bastam um pano limpo
e sabão neutro. Calças jeans com rebites metálicos
nos bolsos podem riscar o assento e as laterais do banco.
BATERIAS
As
baterias mais antigas precisam ter seu nível verificado
e completado semanalmente com água destilada, mas hoje
em dia, com as baterias seladas, quase não há preocupação,
pois elas não precisam de qualquer tipo de manutenção.
Alguns
cuidados podem aumentar a vida útil de sua bateria :
-
Evite deixar faróis ou outros equipamentos elétricos
ligados enquanto o veículo não estiver em funcionamento.
- Dê partidas por no máximo 5 segundos, e se o carro
não pegar aguarde 30 segundos para uma próxima tentativa.
- Se a bateria descarregar, procure um auto-elétrico e
carregue-a utilizando um aparelho de carga lenta, pois se for
de carga rápida pode-se danificar a bateria.
COMBUSTÍVEL
Uma
das dúvidas mais comuns aos motoristas é quanto
à gasolina a ser usada. Existem pelo menos três opções,
a premium, a aditivada e a comum, e isso gera dúvidas quanto
à melhor para cada tipo de carro. Enganam-se os que pensam
que a melhor é a mais cara. Existe uma para cada tipo de
carro, dependendo de características e estágio de
uso do motor. Aqui você encontra uma tabela com os cuidados
e procedimentos na escolha do seu combustível.
A
quilometragem define o tipo :
Normalmente,
a idade do carro é indicativa de que tipo de gasolina se
deve usar. Os mais velhos, normalmente, já têm acumulados
em seu sistema de alimentação - que vai do tanque
de combustível ao bico injetor (no caso de injeção
de combustível) ou ao carburador (nos modelos mais antigos)
- depósitos de impurezas. Elas vêm dos tanques dos
postos de gasolina, que nem sempre recebem a manutenção
correta. Nesse caso, o recomendado é usar sempre a gasolina
comum, mais do que suficiente para fazer um motor já usado
funcionar a contento. Nesses carros, as outras duas podem gerar
problemas de entupimento e desperdício, já que elas
são mais caras e não proporcionam melhora.
As
gasolinas especiais :
Das
outras duas, a mais recomendada é a aditivada. Por possuir
detergentes e dispersantes, ela mantém o sistema de alimentação
limpo, evitando os depósitos de borras e aumentando a vida
útil do motor. Mas para quem usa sempre a gasolina comum,
a aditivada pode ter efeitos negativos: os detergentes e dispersantes
soltam a sujeira acumulada, o que causa o entupimento dos bicos
da injeção eletrônica. A aditivada só
deve ser usada em carros que a utilizam desde novos.
Premium
para poucos :
Já
a gasolina premium só deve ser utilizada por carros com
taxa de compressão mais alta, normalmente os importados
e os esportivos, por causa de sua maior octanagem - que evita
a pré-ignição, também conhecida como
"batida de pino". No caso de motores com baixa compressão,
ela não proporciona nenhuma melhora de desempenho nem de
economia. Assim como a aditivada, ela tem, em sua composição,
detergentes e dispersantes.
Siga
o manual :
O
ideal, porém, é verificar no manual do proprietário
de seu carro a gasolina recomendada pela montadora e sempre utilizar
o mesmo tipo - e se possível a mesma marca - de combustível.
Portanto, só altere o combustível que normalmente
você usa em caso de necessidade, e retorne ao original o
mais rápido possível. Não o faça pensando
em fazer um "agrado" ao seu automóvel. A gasolina
só oferece riscos ao seu motor se for velha ou adulterada.
Militec-1
:
Comprovado
que militec-1 além de aumentar a potência em até
5%, reduz o combustível em até 8%.
Conservando
Seu Carro
Motor
:
Não
permita, de maneira nenhuma, que o motor trabalhe em rotações
muito baixas. Andar, por exemplo, a 40 Km/h em quarta marcha,
representa uma carga muito forte para o motor.
Da mesma forma, nunca ultrapasse o limite de giros. Ir além
dar faixa vermelha do conta giros pode comprometer a vida útil
do motor e, em situações extremas, entortar válvulas,
quebras as bielas ou danificar o bloco do motor. Mesmo no inverno,
não deixe o motor funcionando muito tempo para aquecer.
A temperatura ideal é atingida mais facilmente com o carro
em movimento. Basta dirigir com suavidade. Nas trocas de óleo,
jamais coloque o líquido além do nível indicado.
O excesso acaba sujando as velas, prejudicando a queima de combustível.
O carro vai acabar perdendo potência e consumindo mais combustível.
Para garantir medição precisa, sempre faça
a verificação dos níveis de óleo e
água com o motor frio. Faça sempre as revisões
e trocas de componentes no prazo recomendado pelo fabricante.
Nunca abra a tampa do reservatório de água com o
motor quente. Isso acaba despressurizando todo o sistema, gerando
bolhas de ar que podem prejudicar a circulação da
água e, em uma situação extrema, levar ao
superaquecimento do motor.
SISTEMA
DE FREIOS
Ao
descer uma ladeira, procure usar a mesma marcha que colocaria
se estivesse na subida.
Jamais utilize o ponto morto, pois os freios não conseguir
segurar o veículo em uma situação de emergência.
Além disso, o maior esforço dos freios pode levar
os discos e pastilhas ao superaquecimento. O carro pode ficar
sem freios. Cheque mensalmente o nível do fluido de freio.
Quando for completá-lo, tome cuidado para não deixar
cair nenhuma partícula de sujeira. Qualquer resíduo
pode comprometer o perfeito funcionamento do sistema. Ao aproximar
o carro de cruzamentos e semáforos, tire o pé do
acelerador e mantenha a marcha engatada para que o motor diminua
a velocidade do carro. Você evita freadas bruscas e preserva
discos e pastilhas de freio.
Transmissão
:
Não
descanse o pé no pedal da embreagem enquanto dirige. Este
é um hábito muito comum entre os motoristas, mas
que pode provocar a queima do disco da embreagem. Além
disso, os rolamentos e o volante do motor podem ser danificados.
Quando parar em ladeiras, jamais segure o carro pisando no acelerador
e na embreagem ao mesmo tempo. Esse procedimento, além
de aumentar o consumo de combustível, desgasta o conjunto
de disco e platô da embreagem, diminuindo sua vida útil.
Ao parar em semáforos, é aconselhável colocar
o câmbio em ponto morto, evitando ficar com a embreagem
acionada por muito tempo. Esse procedimento, por mais simples
que pareça, ajuda muito a prolongar a vida útil
de todo o conjunto.
Sistema
elétrico :
Não
tente dar a partida por mais de sete segundos seguidos. Se necessário,
aguarde vinte segundos entre cada nova tentativa. Acionar insistentemente
a ignição pode acabar descarregando a bateria. Não
utilize detergente comum no reservatório de água
do limpador de pára-brisas. Coloque apenas produtos indicados
pelo fabricante, pois a oleosidade de certos produtos podem acabar
forçando a bomba elétrica. Além disso, a
borracha das paletas pode ficar ressecada, forçando uma
troca desnecessária. Evite acionar a bomba elétrica
do limpador por mais de 30 segundos ou com o reservatório
vazio, porque isso pode danificá-la. Carro com injeção
eletrônica requer cuidados especiais na hora de se fazer
a ligação direta (popularmente conhecida como "chupeta").
Siga os seguintes passos
1-
Ligue o carro para prover energia.
2- Conecte primeiro os pólos positivos de cada cabo e,
em seguida, os pólos negativos.
3- A seguir, acelere o carro para liberar a energia em marcha
lenta (cerca de 1500 rpm).
4- Acione a chave do carro que está recebendo a energia.
5- Depois que ele pegar, ligue o farol alto e o desembaçador
elétrico (dispositivos que consomem mais energia, evitando
variações de corrente que podem prejudicar o funcionamento
da injeção).
6- Só então desconecte os cabos.
ECONOMIA
DE COMBUSTÍVEL
Evite
freadas e aceleradas bruscas. Não acelere desnecessariamente,
seja com o carro parado ou em movimento. Sempre que possível,
rode com as janelas fechadas. Dessa maneira, a resistência
do ar diminui, propiciando uma boa economia de combustível.
Faça verificações periódicas dos filtros
de ar e de combustível, trocando-os nas quilometragens
recomendadas pelo fabricante do veículo. Jamais ultrapasse
a capacidade de carga de seu veículo. Além de mais
consumo de combustível, haverá um desgaste de todo
o sistema de suspensão, freios e pneus. Nas estradas, assim
que o carro atingir a velocidade desejada, vá soltando
aos poucos o pedal do acelerador. Não acelere o carro antes
de desligar o motor. Este procedimento era necessário antigamente,
quando o coletor tinha que ficar com combustível para o
automóvel pegar com maior facilidade mais tarde. Atualmente
isso representa apenas aumento no consumo de combustível.
Além disso, isso pode provocar danos no catalisador, aumentando
a emissão de poluentes, prejudicando o desempenho.
PNEUS:
Os sulcos existentes nos pneus não podem ter profundidade
inferior a 1,6 milímetros.
Os pneus trazem indicadores de desgaste. Estão localizados
em seu costado, entre os sulcos e em alto-relevo. Quando eles
se tornam visíveis, chegou a hora de substituir o pneu.
Evite rodar com pneu vazio: o estrago pode atingir a roda. Em
caso de furos, pneus em bom estado aceitam consertos sem problemas,
podendo rodar ainda por muitos quilômetros. Mas fique atento:
observe se o borracheiro utiliza ferramentas e materiais adequados.
Nunca permita que ele retire o pneu com uma marreta, pois há
o perigo de prejudicar tanto a estrutura do pneu quanto o aro
da roda. No caso de estragos maiores, como um corte, o ideal é
procurar o atendimento ao consumidor do fabricante do pneu. O
conserto em borracharia pode gerar uma bolha e problemas futuros.
Evite dirigir em alta velocidade, pois exige maior esforço
da carcaça, provocando superaquecimento e acelerando o
desgaste.
Fazer curvas em alta velocidade forçam o atrito, causando
desgaste excessivo nas laterais da banda de rodagem. Evite freadas
e arrancadas bruscas, que favorecem o desgaste irregular. Subir
e descer a guia da calçada pode causar cortes ou quebras
na estrutura do pneu. Evite ao máximo esse tipo de manobra.
Ao estacionar, não encoste a lateral dos pneus no meio
fio. Esse procedimento pode resultar em separações
na estrutura. Não estacione sobre óleo, solventes
ou outros derivados de petróleo. O contato dos pneus com
esse tipo de produto agride a estrutura do pneu e pode provocar
um desgaste prematuro. Não rode com excesso de carga no
veículo: pode haver deformação e quebra da
estrutura dos pneus, além do comprometimento de todo o
sistema de suspensão. Evite ao máximo impactos violentos
em buracos ou obstáculos. Podem surgir bolhas ou mesmo
haver a quebra da estrutura do pneu
OUTRAS
DICAS:
1
- Se o seu carro possui ar condicionado, no inverno, acione-o
por pelo menos trinta minutos no período a cada trinta
dias. O sistema pode ficar com o funcionamento comprometido com
a falta de utilização.
2
- Ao fechar a tampa do capô, o ideal é soltá-lo
a cerca de um palmo de altura. Evite apoiar-se em áreas
flexíveis para não amassá-la.
3
- Nunca utilize palhas de aço para limpar os vidro de seu
automóvel. Use limpa-vidros ou álcool com jornal,
que não deixa vestígios de fiapos como o pano.
4
- Se o vidro traseiro possui desembaçador, cuidado ao limpar
a parte interna. Jamais utilize produtos abrasivos, nem encoste
objetos pontudos ou cortantes, para não danificar os filetes
de aquecimento.
5
- Jamais pulverize a parte inferior do carro com querosene ou
óleos minerais, procedimentos que são muito comuns
nos postos de gasolina. Esse tipo de produto resseca as borrachas
e acaba estragando lonas e pastilhas de freio.
6
- Se o veículo possuir catalisador, evite fazê-lo
pegar no tranco. O combustível ainda não queimado
pode se alojar no interior do equipamento, o que aumenta o risco
de superaquecimento do motor.
Recomendações
gerais :
-
Use sempre as medidas indicadas pelo fabricante do veículo,
que são informadas no manual do proprietário. Tamanhos
diferentes daqueles recomendados alteram o comportamento da direção,
tornando o carro inseguro.
-
Prefira o desenho da banda de rodagem compatível com seu
tipo de carro e uso. Não coloque pneus lameiros em carros
que rodam basicamente no asfalto, nem dirija com pneus para asfalto
na terra.
-
Não monte pneus com tamanhos e construções
diferentes em um mesmo veículo: utilizar diagonais e radiais
em um mesmo carro o tornará instável.
-
Para igualar o uso dos cinco pneus do carro (incluindo o estepe),
faça um rodízio pelo menos a cada 10 000 quilômetros.
Ele compensará as diferenças do desgaste, permitindo
aumento de quilometragem e proporcionando boa estabilidade.
A
HORA DE BALANCEAR:
O primeiro sinal de que é preciso fazer um balanceamento
das rodas é o aparecimento de trepidações
no volante. Fique atento, também, a qualquer desgaste irregular
dos pneus.
Rodas desbalanceadas danificam os pneus, diminuindo sua vida útil.
Além disso, provoca um grande desconforto em situação
de uso, devido às trepidações que são
transmitidas ao volante e ao sistema de suspensão (que
também terá sua vida útil encurtada). Faça
o balanceamento toda vez que trocar os pneus, quando fizer rodízio
das rodas ou após fazer algum tipo de reparo no pneu ou
na câmara.
Quando
for calibrar :
Tenha sempre o cuidado de rodar com a pressão correta,
pois a calibragem incorreta é o principal fator que diminui
a vida útil dos pneus. A calibração deve
acontecer semanalmente, sempre com pneus frios Calibre os pneus
sempre que for pegar estrada. Excepcionalmente nessas condições,
é aconselhável utilizar duas libras acima da normalmente
recomendada. Aproveite a calibragem para certificar-se de que
as válvulas não apresentam vazamentos e que estão
com suas respectivas tampas, evitando a penetração
de umidade no interior do pneu. Utilizar pressão abaixo
da recomendada aumenta a área de contato do pneu com o
solo, provocando rapidamente o desgaste nas laterais da banda
de rodagem. Isso diminui a durabilidade, piora o consumo de combustível,
superaquece os pneus e pode gerar quebras e separações
dos componentes de sua estrutura. A pressão acima da indicada
altera o contato do pneu com o solo, acelerando o desgaste no
centro da banda de rodagem. Além disso, o supertensionamento
da carcaça o torna mais suscetível a cortes, prejudica
o conforto ao rodar e diminui a aderência. Não descanse
o pé no pedal da embreagem enquanto dirige. Este é
um hábito muito comum entre os motoristas, mas que pode
provocar a queima do disco da embreagem. Além disso, os
rolamentos e o volante do motor podem ser danificados.
FIQUE
ATENTO AOS BARULHOS NO SEU CARRO:
Ao dar a partida, fique atendo a qualquer chiado semelhante ao
jato de uma torneira. Em geral, esse ruído é provocado
por um problema no bêndix do motor de arranque, que futuramente
pode vir a afetar o induzido, o automático e a bobina de
campo.
Quando
for ligar o carro, barulho de peças batendo, associadas
a trepidações devem significar que o escapamento
ou os dispositivos que dão sustentação ao
motor e ao câmbio, protetor do cárter, suporte do
coxim e os próprios coxins apresentam problemas.
Os
problemas de sustentação do motor ou do câmbio
também podem ser percebidos por um tranco forte ao tirar
o pé da embreagem, principalmente depois de engatar a primeira
marcha. Um barulho semelhante a disparos ininterruptos de uma
metralhadora, ao acelerar, indica que a saúde do motor
não vai muito bem, pois está "rajando",
como se diz popularmente. Vale lembrar que a lubrificação
é absolutamente indispensável para a conservação
do motor, portanto fique sempre atento ao seu nível e efetue
as trocas na quilometragem recomendada pelo fabricante do veículo.
Se você passar por buracos e ouvir ruídos de objetos
soltos batendo, atenção. Se esses ruídos
forem acompanhados de uma trepidação no volante
e desgaste irregular nos pneus, provavelmente há algum
problema na caixa de direção. Outra hipótese
é que algum componente da suspensão esteja desgastado.
Faça uma inspeção completa de todo o sistema.
Se, ao pisar no freio, você escutar um chiado metálico
de ferro contra ferro, está na hora de substituir as pastilhas
de freio.
Se você perceber ruídos semelhantes a um bater de
panelas, principalmente durante as partidas, o silencioso do escapamento
deve estar solto ou quebrado. Pneus cantando em curvas são
um indício de que o carro pode estar desalinhado. Isso
pode acontecer quando passamos por buracos ou batemos o pneu no
meio fio. Ainda nas curvas, preste atenção se não
há um ruído contínuo nas curvas fechadas.
Se acontecer, pode ser um problema na junta homocinética.
Vale a pena prestar atenção no motor em marcha lenta.
Um barulho parecido com o de uma máquina de costura indica
que as válvulas de admissão e escape, localizadas
no cabeçote, estão desreguladas. Nessa situação,
o carro perde desempenho e consome mais combustível. Com
o carro em movimento, preste atenção em qualquer
barulho semelhante ao zumbido de um besouro. Esse tipo de ruído
é sinal de um desgaste nos rolamentos da roda e aparece
principalmente em alta velocidade.
CORREIAS
E FILTROS
Vamos
agora dar alguns conselhos sobre algumas itens muito importantes
também para a vida de seu motor...
Troca
do filtro de ar :
Ele
serve para evitar que partículas estranhas entrem nos cilindros
junto com o ar. Em geral, os filtros são de papel tratado
quimicamente. É como se eles fossem os responsáveis
pela "respiração" do motor, por isso é
necessário trocá-los a cada 10 000 km ou de acordo
com o prazo estabelecido no manual do proprietário.
Troca
do filtro de combustível :
Na
alimentação por injeção utilizam-se
filtros de combustível de papel, em geral colocados em
linha ao longo da tubulação de passagem do combustível.
No caso de motores a diesel empregam-se sempre um ou mais filtros
alojados em recipientes que funcionam como decantadores. Trocar
os filtros de combustível é necessário para
manter o sistema de alimentação do motor limpo,
evitando, por exemplo, o entupimento de bicos injetores e, conseqüentemente,
falhas no funcionamento do carro. A troca deve ser realizada a
cada 30 000 km ou de acordo com o manual do proprietário.
Correia
dentada :
Deve
ser verificada a cada 20 000 km se está bem esticada e
se não apresenta rachaduras. A troca deve ser realizada
a cada 50 000 km.
Cuidados
com o Consumo
Se
você não prestava muita atenção ao
consumo de gasolina, é provável que, nos últimos
dias, tenha mudado de atitude. Economizar passou a ser um hábito
muito salutar, mesmo para quem, normalmente, não se preocupa
muito com o assunto. Faça as contas: se você rodar
cerca de mil quilômetros por mês e economizar 10%,
no final de um ano poderá ter deixado de gastar mais de
R$ 800,00.
Manutenção
:
O
primeiro passo para gastar menos combustível é cuidar
da manutenção de seu carro. Um cuidado simples,
como manter os pneus calibrados, pode ter reflexos imediatos no
seu bolso. Pneus com pressão apenas uma libra abaixo do
recomendado podem provocar um aumento de consumo de até
2%. Velas gastas e filtros de ar sujos são outros fatores
facilmente controláveis e que têm muita influência
no gasto de combustível.
Cuidado
com os preços :
Procurar
os postos mais baratos para abastecer é sempre uma boa
política. Mas é bom lembrar que se for preciso rodar
muito para economizar pouco, você vai acabar gastando mais
do que poupa. Além disso, é bom desconfiar de ofertas
mirabolantes; preços muito abaixo da média do mercado
- mais de 10%, por exemplo - podem significar combustível
adulterado. As margens de lucro na venda de gasolina são
apertadas e ninguém consegue fazer milagres.
Algumas
sugestões simples para gastar menos combustível
:
-
Se você tem mais de um carro, procure usar o mais econômico.
- Planeje suas saídas e itinerários, procurando
os caminhos mais curtos e evitando idas e vindas desnecessárias.
- Tente resolver a maior parte possível de seus negócios
e compromissos sem precisar ir à rua.
- Procure sair nos horários de menor movimento. O pára-e-anda
dos congestionamentos aumenta consideravelmente o consumo.
- Não corra. Quanto mais rápido um carro anda, mais
consome combustível ( mas não ande mais lento que
o fluxo, o que pode provocar acidentes ).
- Elimine todo o peso desnecessário. Há pessoas
que têm o hábito de deixar coisas no carro, como
livros e revistas velhas.
- Sempre que possível, mantenha velocidade constante. A
aceleração é a fase em que mais se gasta
combustível.
- Sempre que possível, evite usar o ar condicionado. Andar
com ele ligado pode consumir até 5% a mais.
Militec-1
:
Comprovado que militec-1 além de aumentar a potência
em até 5%, reduz o combustível em até 8%.
DICAS
PARA LIMPEZA
Lavando
:
Inicialmente esguiche bastante água sobre o carro, para
remover a poeira. Misture 100ml de shampoo para carro de boa qualidade
em 5 ou 6 litros de água, agitando até formar espuma.
Com um pano limpo ou uma luva de lavar carros, comece a lavagem
por ciam, ou seja, capota, capô, laterais, paralamas até
chegar nas partes inferiores, que é aonde se acumulam mais
sujeiras. Procure lavar o carro por partes e enxaguar em seguida,
evitando assim, manchas na pintura (remova toda a espuma). Por
último lave rodas e pneus. Terminada a lavagem, enxugue
bem com uma flanela ou pano, não se esquecendo de enxugar
as partes internas das portas.
Polindo
:
Antes
de polir ou encerar, o carro deve estar lavado e livre de poeiras.
O veículo só deve ser polido quando a pintura estiver
"queimada", isto é, fosca. Neste caso, use massa
para polir extra fina ( massa grossa é para uso profissional
). Inicie, colocando com os dedos, pequenas quantidades de massa
sobre a peça a ser polida. Em seguida, com estopa para
polimento, espalhe bem, esfregando em movimentos horizontais,
até obter o brilho desejado. Agora com uma estopa limpa
ou flanela, dê uma limpada na parte polida. A tinta que
sai na estopa durante o polimento, nada mais é do que tinta
queimada que a massa removeu. Após polir o veículo
é necessário encerá-lo para dar maior brilho
e proteção ao polimento.
Encerando
:
Você
deve encerar seu carro se a pintura estiver regular ou boa. Se
estiver muito queimada, é necessário polir primeiro.
A cera líquida é mais fácil de polir e remover.
Comece espalhando bem a cera em pequenas quantidades com estopa
ou esponja em movimentos circulares (encere uma parte de cada
vez). Deixe secar e dê um brilho com uma flanela seca e
limpa ou com algodão hidrófilo (apropriado para
polimento). Repita a operação sempre com o lado
limpo da flanela ou algodão até remove toda a cera
e obter o brilho desejado.
Acabamentos
:
Pneus:
utilize apenas produtos derivados de glicerina, jamais passe derivados
de petróleo nos pneus ou demais compostos de borracha.
Painel : utilize um pano úmido limpo ou caso queira dar
um brilho, passe silicone líquido com esponja macia.
Vidros : é o último item na lavagem. Use limpa vidros
ou uma solução de álcool (50%) e vinagre
(50%) que serve para eliminar manchas e gordura.
Dica:
-
Na lavagem, não utilize detergentes derivados de petróleo,
sabão em pó ou saponáceos, tais produtos
causam sérios problemas à pintura.
- Nunca lave o carro sob sol ou com a lataria quente, bem como
deixá-lo secar sob as mesmas condições. Você
estará evitando manchas na pintura.
- Nas manchas de óleo ou asfalto, esfregue apenas o local
com uma estopa embebida em querosene e lave-o em seguida.
- Faça o polimento sob a sombra.
ERROS
NA PINTURA
Já
que você estava querendo mais dicas, resolvemos colocar
uma ligada a pintura.
E agora a bola da vez é Funilaria E Pintura. É bom
lembrar que serviços de funilaria e pintura devem ser feitos
em oficinas devidamente limpas.
Escorrimento
:
A
tinta forma acúmulos em forma de um cordão. Isso
se dá quando a aplicação é feita com
a pistola de pulverização muito próximo à
superfície a ser pintada, movimentos muito lento, excesso
de tinta muito grossa ou uso de solvente inadequado.
Aguardar a secagem completa, lixar as partes afetadas e preparar
a superfície, são alguns passos importantes para
não formar acúmulos.
Falta
de aderência :
Causa
descascamento da tinta em forma de placas. É provocado
pela limpeza inadequada de superfície a ser pintada, falta
de lixamento da pintura original, uso de solventes não
indicados ou aplicação de vernizes sobre base ressecada.
A melhor maneira para não descascar é remover as
camadas soltas, lixar e repintar conforme descrito na embalagem
do produto.
Casca
de Laranja :
Esse
defeito deixa a pintura com aparência granulada e enrugada,
semelhante a uma casca de laranja.
Descuidos na hora da aplicação, como realização
da pintura em locais muito quentes, tinta muito grossa, falta
de ajuste de pressão do ar na pistola de pulverização
e vazão de tinta são os fatores que provocam esse
defeito. Em casos mais simples, a correção pode
ser feita após a secagem da tinta com aplicação
da Massa de Polir n. 3. Em casos mais graves, aguardar a secagem
completa, lixar até obter a superfície lisa e repintar.
Diferença
de tonalidade :
Há
diversos fatores que podem ocasionar diferença na tonalidade.
Em primeiro, é bom lembrar que com o passar do tempo, a
pintura original de fábrica sofre alterações
na sua coloração, por ação da natureza
ou por maus tratos. Por isso, é necessário acertar
a cor na hora da repintura. Outro fator importante é o
modo de aplicação. Os fatores a serem considerados
são viscosidade e vazão da tinta, ajuste de pressão
do ar na pistola, velocidade de aplicação, distância
entre a pistola e a superfície e número de demãos.
Mexer bem a tinta é o primeiro passo para evitar a diferença
de tonalidade. Caso a cor ainda precise de ajustes, o acerto de
tonalidade pode ser feito com o acréscimo de pigmento de
tintas.
Manchas
de cores metálicas :
Podem
ser identificadas em função da concentração
de alumínio em pequenas áreas.
A falta de ajuste de pressão de ar, vazão de tinta,
velocidade de aplicação, distância entre a
pistola de pulverização e a superfície a
ser pintada, quantidade de retardador adicionado à tinta
e uso de solvente inadequado são as causas mais comuns
para este defeito. Aguardar a secagem completa, lixar a superfície
e repintar somente com tinta de acabamento, sem necessidade de
aplicar o Primer, são providências para evitar as
manchas nas pinturas metálicas.
Rachaduras
( Quando a pintura apresenta riscos ou cortes profundos )
Causas :
* repintura feita sobre base velha e já trincada; excesso
de Primer ou massa;
* aplicação de tinta sobre Primer inadequado ou
aplicação de Poliuretano sobre superfície
pintada com Laca Acrílica.
A melhor maneira para evitar a rachadura é raspar as partes
afetadas com Removedor Pastoso Glasurit, preparar a superfície
e repintar corretamente, conforme as instruções
na embalagem.
Pintura
Queimada :
Quando
a pintura fica fosca, sem brilho e com aparência ressecada.
É causado quando o veículo fica muito tempo exposto,
é lavado com shampoo e sabão muito forte ou usado
solvente inadequado. Recomenda-se polir com Massa de Polir n.
3.
FREIOS
O sistema de freios é o mais importante de um carro, e
por isso merece atenção constante. Nos veículos
mais antigos, usam-se lonas e tambores, nos atuais, pastilhas
e discos. Seja qual for o sistema, porém, ele é
sempre hidráulico, ou seja, é acionado por um óleo
projetado para trabalhar em temperaturas pré- determinadas.
Seguem os principais aspectos a serem verificados nos sistemas
de freios.
Questão
de tempo e calor :
A
eficiência dos freios decai com o tempo e com a intensidade
do uso. Por isso, muitas vezes se sente o pedal abaixar depois
de se solicitar os freios com muita frequência, como em
descidas de serras. Isso indica que o sistema sofreu um superaquecimento:
por causa do atrito entre as pastilhas e os discos (ou das lonas
e os tambores), a temperatura passou do limite de tolerância
- isso também pode ser devido aos freios estarem necessitando
da substituição de um ou vários componentes.
Revisões
com data marcada :
O
ideal é estabelecer uma rotina de vistoria dos freios.
Ela deve incluir toda a canalização que leva o óleo
do cilindro-mestre, onde fica depositado, às sapatas, que
acionam as pastilhas. Com os freios, todo cuidado é pouco
e nunca há atenção em demasia. O nível
do óleo do freio deve ser verificado semanalmente e trocado
a cada dois anos - ou de acordo com a recomendação
do fabricante. Quando está sujo, velho ou contaminado,
o óleo do freio perde a capacidade de pressão e
dificulta a frenagem, colocando em risco sua segurança.
Cuidado
com o ar :
Quando
se troca o óleo, deve-se evitar a presença de ar
na tubulação dos freios. Ele faz o pedal abaixar
e reduz drasticamente a capacidade de frenagem. Muitas vezes,
uma simples sangria do sistema (a retirada do ar) basta; ela é
simples e rápida. Há óleos que resistem a
temperaturas mais altas, mas são bem mais caros e desnecessários
para o uso normal.
Olho
na quilometragem :
As
pastilhas devem ser verificadas a cada 10.000 quilômetros;
a cada 30.000, verifique todo o sistema e regule o freio de mão.
Preste muita atenção às borrachas de conexão
dos condutos de óleo: se elas incharem quando o pedal é
acionado, está na hora de substitui-las. Quanto à
marca do óleo, siga as instruções do fabricante
do seu carro (está no manual do proprietário); se
não for possível encontrar a recomendada, prefira
sempre as marcas mais conhecidas.
LADEIRA
ABAIXO:
Nunca desça uma ladeira em ponto morto; engrene uma marcha
mais baixa (terceira é a mais indicada) para que ela contenha
as rotações do motor e impeça o carro de
ganhar velocidade. Assim, você estará poupando os
freios do seu carro - e em muitos, casos, vidas.
Lubrificação
Uma
das manutenções preventivas que o motorista deve
fazer, para evitar problemas com o motor do carro, é a
troca de óleo. Um lubrificante vencido força mais
e aumenta o desgaste dos pistões. Por isso, ficar atento
quanto ao nível do óleo e à data da troca
são quesitos básicos para deixar o seu motor mais
"redondo".
Troca
de óleo :
A
lubrificação consiste essencialmente em separar
as superfícies de dois componentes em movimento relativo
por meio de uma camada fina de óleo ou graxa, minimizando
o atrito. Com o tempo essa camada diminui e o motor começa
a trabalhar em alta temperatura. O prazo médio para efetuar
a troca de óleo é a cada 5 000 quilômetros.
Troca
do filtro de óleo:
A
função do filtro de óleo é reter todas
as impurezas do lubrificante que está no motor. Por isso
verifique-o sempre.
Cuidados
na hora da troca :
A
utilização correta de um lubrificante depende da
indicação do fabricante, apresentada no manual do
proprietário. É imprescindível que o motorista
respeite o tipo de óleo que deve ser colocado no motor,
principalmente com relação ao grau de viscosidade
do produto.
Qual
a diferença entre o óleo sintético e o mineral
?
Os
óleos minerais são extraídos da natureza
por meio da separação de componentes do petróleo.
Os sintéticos são fabricados em usinas de química
fina, que permitem a projeção de características
específicas mais adequadas, como, por exemplo, a resistência
à oxidação e envelhecimento do poder lubrificante.
Não
é recomendado misturar minerais com sintéticos ?
Eles
possuem diferentes poderes de solvência e isso pode gerar
depósitos no motor, desgaste das superfícies, vazamentos,
aumento da corrosão e entupimento no sistema de lubrificação.
Por outro lado, existem os óleos chamados semi-sintéticos.
Neste caso, estas misturas são feitas na fábrica
de lubrificantes, com controle de qualidade adequado para o carro.
Utilizo
o método tradicional ou o de sucção ?
Antes
da troca é necessário que o motor tenha permanecido
pelo menos 5 minutos em funcionamento. Isso garante que as impurezas
fiquem em suspensão e sejam eliminadas. No caso da troca
por meio do bujão garante-se o esvaziamento quase total
do cárter. Já as máquinas a vácuo
fazem uso de sondas de sucção introduzidas no orifício
da vareta de medição de óleo. Mas é
interessante estar atento, pois cada modelo de motor exige uma
sonda de comprimento e forma adequados ao formato interno do cárter.
DICAS IMPORTANTES
PARA O SEU CARRO
Coxim de apoio do amortecedor
O que é?
O coxim de suspensão é uma peça metálica
revestida de borracha, a qual, na maioria das vezes é composta
de um rolamento na parte central do coxim, ou funciona em conjunto
com um rolamento acoplado ao coxim.
Para
que serve?
O coxim de suspensão tem a função de dar
apoio ao conjunto da suspensão do monobloco do veículo,
promovendo a absorção de ruídos, choques
e vibrações; como é composto de um rolamento,
este incorpora a função de garantir o movimento
giratório das rodas dianteiras, transmitido pela direção
do veículo.
Como esta peça ajuda a fixar o conjunto de suspensão
ao monobloco, esta peça assume grande importância
no alinhamento do veículo, se estiver danificada ou desgastada,
irá prejudicar o controle sobre a direção
do veículo. É muito importante contar com uma peça
de qualidade, pois como é composta de borracha, esta tem
que atender a várias características, que são:
- Dissipação de energia - Ao ser submetida a deformações,
vibrações, torções e choques constantes,
a borracha tem que ter grande capacidade de eliminar calor. -
Duração da flexibilidade - Ao ser submetida a deformações
constante, não pode apresentar falhas e após o trabalho
manter suas medidas inalteradas. - Resistência - É
a robustez, com a carga a ser aplicada para a deformação
da borracha, cada veiculo tem peso e utilização
diferente, por isso, cada peça tem dureza diferente na
borracha.
Embreagem
O conjunto da embreagem possibilita a transferência de potência
e torque do motor para a transmissão de forma progressiva,
fazendo com que o veículo seja colocado em movimento confortavelmente.
Quando o pedal de embreagem é pressionado, interrompe-se
este fluxo de potência e torque para possibilitar as mudanças
de marcha.
Filtros
São utilizados em todos os veículos e têm
o objetivo de reter as partículas e outras sujeiras que
possam prejudicar o desempenho dos componentes que protegem. O
filtro de ar, que está localizado no início do coletor
de ar, serve para reter poeira e partículas maiores que
são puxadas pela aspiração do motor. Em grande
parte dos carros, o de combustível fica próximo
dos bicos injetores ou do carburador. O filtro de óleo,
normalmente fica bem visível, por estar instalado no bloco
do motor. Estes últimos têm a função
de eliminar as impurezas que existem nos líquidos.
Freios
Há dois sistemas: a disco e a tambor. O primeiro funciona
quando duas pastilhas prendem o disco que acompanha o movimento
da roda. No segundo, a pressão das lonas alojadas dentro
do tambor faz com este pare a roda. A maioria dos carros hoje
tem um sistema misto, a disco na frente e a tambor atrás.
Alguns são fabricados com disco nas quatro rodas. O funcionamento
depende do fluído de freio e do estado dos discos, pastilhas,
lonas e tambores.
O sistema de freio ABS (do inglês Antilock Braking System,
ou sistema de antitravamento) oferece mais segurança nas
frenagens graças a um dispositivo eletrônico que
modula a pressão do fluído de freio nas rodas, impedindo
que travem em freadas bruscas. Funciona comandado por uma unidade
de controle, instalada perto do motor e ligada a quatro sensores,
conectados a cada roda. Quando o pedal do freio é acionado,
os sensores fazem a leitura das velocidade das rodas. A unidade
de controle calcula qual roda deve girar mais devagar ou mais
rápido para evitar uma derrapagem. Por isso ele é
mais eficaz. E não se assuste ao usá-lo. Trepidações
no pedal são normais no sistema com ABS. Mesmo com o pedal
tremendo, deve-se mantê-lo pressionado, sem medo.
Junta
do Cabeçote
Posicionada entre o bloco e o cabeçote do motor, essa junta
é composta por uma camada de amianto coberta por duas chapas
de cobre. Sua forma reproduz com exatidão os vários
perfis encontrados no cabeçote, que fornecem um apoio com
vedação hermética para as câmaras de
combustão, passagens de água e de óleo e
condutos para as varetas das válvulas. A junta deve resistir
às altas temperaturas da câmara de combustão
(acima de 1.000 graus centígrados) e à pressão,
sem ficar incandescente nem provocar vazamentos.
Junta
homocinética
Atualmente, a junta homocinética é usada para unir
os semi-eixos às rodas esterçantes nos carros que
possuem tração dianteira. Sua articulação
angular permite a movimentação das rodas de maneira
uniforme. Isso evita as vibrações que normalmente
ocorrem no cardã, também conhecido como cruzeta
ou junta universal.
Luzes
de alerta do painel
As luzes indicadoras de alerta se acendem no painel quando se
fecha um circuito elétrico. Por exemplo, as luzes que indicam
a falta de óleo ou de fluído de freio estão
ligadas a uma bóia dentro dos respectivos reservatórios.
Quando o nível do líquido diminui, ela desce e encosta
em um interruptor que fecha o circuito elétrico, fazendo
a luz do painel acender. Esse alarme visual funciona também
para todas as outras luzes que indicam o funcionamento ou problema
em algum sistema.
Ignição
eletrônica
A ignição começa o processo da queima da
mistura ar/combustível comprimida pelo pistão. A
eletrônica calcula o momento do ponto de ignição.
Substitui os distribuidores convencionais por mapas eletrônicos,
com resultado mais eficiente que a ignição convencional.
Injeção
eletrônica
A dosagem do combustível com o ar pelo sistema eletrônico
dispensa a regulagem manual porque o mapeamento programado na
central eletrônica comanda a mistura ar/combustível
em quantidades quase ideais. A sigla SPI ou SFI indica que um
único bico injetor alimenta todos os cilindros. Também
é conhecida como injeção monoponto. MPFI
indica que cada cilindro possui o seu próprio bico injetor.
É a chamada injeção multiponto. Existe um
sistema mais moderno, o GDI (Gasoline Direct Injection) , em que
o bico injetor está instalado diretamente dentro da câmara
de combustão. Ainda pouco conhecido e utilizado, este sistema
acompanha alguns veículos mais luxuosos.
Óleos
São todas as substâncias lubrificantes que se apresentam
no estado líquido em temperatura normal. Existem diferentes
tipos dentro de uma classificação técnica,
podendo ser de origem mineral ou sintética. São
usados para diminuir o atrito entre peças móveis
do motor e do câmbio. Fundamentais para o bom funcionamento
do veículo, devem estar sempre dentro dos níveis
recomendados pelas fábricas. O do motor requer trocas periódicas,
também especificadas pelos fabricantes. Importante: não
misture óleo mineral com sintético.
Motor
Responsável por transformar a energia em movimento, é
o motor que gera os cavalos (cv = cavalo vapor) e o torque ( a
força de tração). Seus principais componentes
são: cárter (reservatório de óleo),
bloco (que abriga o virabrequim e os pistões), cabeçote
(parte superior e sede da câmara de combustão), válvulas,
eixo do comando de válvulas e seus outros assistentes,
como velas e bicos injetores. Quando giramos a chave de ignição,
ela aciona o motor de arranque, que faz o motor ligar. Ele também
pode pegar no tranco. O tranco pode quebrar o dente de uma engrenagem
do câmbio, além de haver o risco de encharcar o catalisador.
Deve-se engatar a terceira marcha, mantendo o pé na embreagem.
Ligue o contato. Com o carro em movimento, tire o pé da
embreagem e torça para que o motor volte a funcionar. Importante:
esse processo não se aplica a carros automáticos,
que podem se danificar seriamente em uma tentativa dessas. Eles
devem ser removidos por um guincho tipo plataforma.
Motor
de Arranque
O motor de arranque é o equipamento que transforma a energia
elétrica da bateria em energia mecânica, transmitida
ao motor para o início de seu funcionamento. Ele surgiu
em 1912, mas passou a ser adotado pelos fabricantes de automóveis
15 anos depois, quando foi aperfeiçoado e deixou de apresentar
problemas nos componentes elétricos, que diminuíam
sua durabilidade. Seu funcionamento é simples. Ao se ligar
o carro, o motor de partida faz girar uma roda dentada instalada
no volante do motor para que este entre em funcionamento. Como
ele exige uma grande energia, se alguém esquecer o rádio
ou os faróis ligados, a bateria pode descarregar e o carro
só vai pegar no tranco. Por isso, manter a carga máxima
da bateria é essencial para seu bom funcionamento.
Platinado
É o nome dado a um conjunto de peças que abre e
fecha o circuito de ignição. Sua função
é distribuir a energia elétrica para as velas na
queima na mistura ar/combustível nos cilindros. O platinado
entra em ação quando se liga a chave. A peça
sofre desgaste e exige verificação periódica
e eventuais regulagens. O ideal é conferir seu funcionamento
a cada 5.000 quilômetros. Nos carros atuais, esse sistema
foi substituído pela ignição eletrônica
e posteriormente pela injeção eletrônica.
Pneu
Para cada veículo há um tipo de pneu apropriado.
Isso evita má aderência e proporciona conforto e
resistência ao transportar carga e passageiros. Por exemplo,
um pneu com a nomenclatura 175/70 R13 S significa que ele tem
175 milímetros de largura e que a altura de sua lateral
é de 70% dessa medida. O R é de radial, 13 é
o diâmetro em polegadas do aro da roda e S indica que a
velocidade máxima para este tipo de pneu é de aproximadamente
180 km/h.
Radiador
Parte do sistema de arrefecimento do veículo, o radiador
realiza as trocas de calor entre ar/água ou ar/óleo,
mantendo o motor e seus componentes em uma temperatura ideal de
funcionamento. Tem um núcleo que pode ser constituído
por uma série de canais (em forma de tubos ou de colméia)
, por onde passa o ar que irá resfriar a água ou
o óleo. É importantíssimo manter a água
acrescida de um aditivo que reduza seu ponto de ebulição
e evite a criação de ferrugem em seu sistema sempre
no nível indicado no reservatório instalado dentro
do compartimento do motor. Sem esse cuidado, o motor pode atingir
temperaturas elevadas que podem provocar a queima da junta do
cabeçote.
Suspensão
Seu objetivo é controlar a estabilidade, trepidação,
oscilação e flutuação das rodas em
contato com as irregularidades do piso. Sem as peças fundamentais
como amortecedores e molas não seria possível amenizar
o impacto das rodas com o solo, transmitindo desconforto aos ocupantes
do carro. Os sistemas de suspensão podem ser independentes,
interdependentes, a ar e até "inteligentes" ou
ativos.
A suspensão tem um papel determinado no equilíbrio
e na segurança do veículo. É ela quem dá
estabilidade em qualquer tipo de piso, tráfego, velocidade
e traçado. Denomina-se genericamente de suspensão
ao conjunto de elementos elásticos: amortecedores, pneus,
molas, coxins de apoio, buchas de borrachas, batentes, peças
de ligação ou estruturais como: braços oscilantes,
tirantes, tensores e articulações esféricas
e pivôs, os quais, absorvem as irregularidades do piso.
Tração
É a força que impulsiona um veículo. Gerada
pelo motor, passa às rodas pelo sistema de transmissão.
Pode ser de três tipos: dianteira, traseira ou integral,
também conhecida como tração nas quatro rodas.
A tração dianteira exige um menor número
de peças de transmissão. Com menos peso, há
melhor aproveitamento da potência. Outra vantagem é
o maior espaço disponível dentro da cabine, já
que dispensa o uso do cardã e do túnel. A desvantagem
é que sobrecarrega os pneus dianteiros, que são
obrigados a tracionar o carro e ainda determinar as mudanças
de direção. Na tração traseira, há
a transferência de peso para o eixo de trás, diminuindo
a possibilidade de o veículo patinar nas arrancadas, o
que a torna ideal para carros com desempenho mais esportivo.
Vela
É a unidade responsável por provocar a ignição
da mistura ar/combustível dentro do cilindro e, em conseqüência,
sua explosão. O eletrodo que gera a faísca trabalha
em temperaturas que vão de 400 a 800 graus centígrados.
O lado externo da vela é recoberto com um material cerâmico
que age como uma capa protetora do eletrodo central. Ainda que
alguns modelos tenham configuração diferente, em
geral cada cilindro tem uma vela. Motores a diesel não
são dotados de velas de ignição: a explosão
se dá pela compressão do combustível.
FIQUE DE OLHO NO XIXI DO SEU CACHORRO
Como evitar problemas e salvar as rodas do carro: Cachorros pequenos,
grandes, peludos... Não importa o tamanho, é bem
provável que ele vai fazer xixi na sua roda! Mas o que
rodas de carro e cachorros têm em comum? A explicação
é de que os cães são atraídos pelos
cheiros que sentem nos pneus, que rodam por vários lugares.
Aí, não tem jeito, um xixizinho aqui, outro ali.
E essa freqüência pode acabar com qualquer tipo de
roda. Pode ser de ferro, de alumínio, ela vai estragar
por causa deste ácido que é a urina e causa a oxidação.Os
mecânicos estão cheios de histórias clássicas.
Como a da deterioração do bico e de onde vão
os parafusos acabando prendê-los. O problema pode ser tão
sério que na hora de desenroscar as porcas, não
tenha jeito senão acabar arrebentando a roda para tirá-la
do veículo.
Mas, xixi de cachorro também faz outros estragos. Pode
causar manchas e descascar a roda. Os fabricantes dizem que o
problema já foi pior. Hoje as rodas de aço e de
liga leve passam por um tratamento para ficar mais resistentes.
E não pára por aí, as partes baixas do carro,
que ainda não podem passar por tratamentos químicos,
como porcas e parafusos podem ficar presos com o xixi e se a roda
raspar na sarjeta e perder um pouco do verniz, vai ficar mais
sujeita à corrosão.