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Jonathan Stocker

Compromisso com a verdade
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EDIÇÃO 63

 

Família: dádiva de Deus. Feliz Natal e Próspero Ano Novo

 

 

Que significado tem as datas comemorativas se a família está distante? É verdade que a família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor, da educação do bom-senso social. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo. A família pode ser o ambiente mais apropriado para uma maravilhosa experiência de amor. Não se pode pensar em viver um natal feliz em uma família por perto.

À Família é o nosso fundamento, a base do nosso futuro, mas é reconhecido que a família unidade base da sociedade, enfrenta, desde algum tempo, problemas complexos, que têm afetado a sua estrutura, tais problemas ou desajuste familiar ocorre por motivos mais diversos tais como: o desrespeito de cada uma das pessoas em relação a outra, inclusive no que tange a privacidade; à ausência do diálogo; a desmotivação da vida à dois e a FALTA DE AMOR, este último tem contribuído, em larga escala, para a dissolução da estrutura familiar.

Ao modificar o entendimento dessa palavra divina chamada AMOR, que está acima da compreensão das últimas gerações dominadas, inteiramente, pelos sentidos materialistas, gerações que se distanciam das coisas do espírito, de onde nascem a amizade, a ternura, o afeto, e que engrossa, em seu processo de tornar-se puro, o amor pleno, aquele que é engrandecido pelo sentimento, e não pelo instinto. Se dentro do seio familiar, aplicarmos o nosso mais valioso curso de renunciação e fraternidade e, quando praticarmos o ensinamento do amor puro, com quem convive conosco e nos partilha a mesa através do calor do mesmo sangue, então estaremos inteiramente habilitados para

seguir com Jesus no apostolado do bem à humanidade inteira, pois toda família se beneficia de um ambiente agradável e cheio de amor.

Não podemos esquecer que a educação dada pela família, através dos padrões de ética, de moral e de religiosidade é fundamental para sua formação moral, pois uma criança que cresce num ambiente familiar onde se respira o amor, aprende a amar com toda a naturalidade do mundo. Um jovem, que vê nos pais um exemplo a ser seguido, encontra outras pessoas e, naturalmente, dá um bonito testemunho de amor, assim quem aprende a respeitar o semelhante, NÃO MATA, NÃO ESTUPRA e nem comete VIOLÊNCIA CONTRA O PRÓXIMO.

Temos que deixar claro, que a falta da educação familiar entre outros males, tem gerado a falta de respeito ao próximo e a própria vida e como conseqüência, a qualidade de vida da sociedade tem descido às raias do absurdo de assistirmos a violência gratuita tirando as vidas dos jovens. Será através da organização familiar que a sociedade conterá os vícios das drogas, a maternidade antecipada e o avanço da criminalidade, só assim os valores da instituição familiar, através das quais será possível resgatar a estabilidade da união, a paternidade responsável e a paz social, pois a FAMÍLIA É A ESPERANÇA DA HUMANIDADE, e, todos aqueles que a valorizarem terão mais condições de serem felizes na vida. Isto porque, sem a estrutura familiar reorganizada, não se conseguirá melhorar a qualidade de vida das pessoas, nem diminuir essa criminalidade que tanto nos assusta. Deus instituiu a família como instrumento fundamental para sobrevivência do ser humano e a paz entre as pessoas.

 

 

EDIÇÃO 62

 

FAMÍLIA: DÁVIDA DE DEUS

 

 

Que significado tem as datas comemorativas se a família está distante? É verdade que a família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor, da educação do bom-senso social. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo. A família pode ser o ambiente mais apropriado para uma maravilhosa experiência de amor. Não se pode pensar em viver um natal feliz sem uma família por perto.
À Família é o nosso fundamento, a base do nosso futuro, mas é reconhecido que a família unidade base da sociedade, enfrenta, desde algum tempo, problemas complexos, que têm afetado a sua estrutura, tais problemas ou desajuste familiar ocorre por motivos mais diversos tais como: o desrespeito de cada uma das pessoas em relação a outra, inclusive no que tange a privacidade; à ausência do diálogo; a desmotivação da vida à dois e a FALTA DE AMOR, este último tem contribuído, em larga escala, para a dissolução da estrutura familiar.
Ao modificar o entendimento dessa palavra divina chamada AMOR, que está acima da compreensão das últimas gerações dominadas, inteiramente, pelos sentidos materialistas, gerações que se distanciam das coisas do espírito, de onde nascem a amizade, a ternura, o afeto, e que engrossa, em seu processo de tornar-se puro, o amor pleno, aquele que é engrandecido pelo sentimento, e não pelo instinto. Se dentro do seio familiar, aplicarmos o nosso mais valioso curso de renunciação e fraternidade e, quando praticarmos o ensinamento do amor puro, com quem convive conosco partilhamos a mesa através do calor do mesmo sangue, então estaremos inteiramente habilitados para seguir com Jesus no apostolado do bem à humanidade inteira, pois toda família se beneficia de um ambiente agradável e cheio de amor.
Não podemos esquecer que a educação dada pela família, através dos padrões de ética, de moral e de religiosidade é fundamental para sua formação moral, pois uma criança que cresce num ambiente familiar onde se respira o amor, aprende a amar com toda a naturalidade do mundo. Um jovem, que vê nos pais um exemplo a ser seguido, encontra outras pessoas e, naturalmente, dá um bonito testemunho de amor, assim quem aprende a respeitar o semelhante: NÃO MATA, NÃO ESTUPRA e nem comete VIOLÊNCIA CONTRA O PRÓXIMO. Temos que deixar claro, que a falta da educação familiar entre outros males, tem gerado a falta de respeito ao próximo e a própria vida e como conseqüência, a qualidade de vida da sociedade tem descido às raias do absurdo de assistirmos a violência gratuita tirando as vidas dos jovens. Será através da organização familiar que a sociedade conterá os vícios das drogas, a maternidade antecipada e o avanço da criminalidade, só assim os valores da instituição familiar, através das quais será possível resgatar a estabilidade da união, a paternidade responsável e a paz social, pois a FAMÍLIA É A ESPERANÇA DA HUMANIDADE, e, todos aqueles que a valorizarem terão mais condições de serem felizes na vida. Isto porque, sem a estrutura familiar reorganizada, não se conseguirá melhorar a qualidade de vida das pessoas, nem diminuir essa criminalidade que tanto nos assusta. Deus instituiu a família como instrumento fundamental para sobrevivência do ser humano e a paz entre as pessoas.

 

 

 

 

EDIÇÃO 61

 

ACADEMIA DE GINÁSTICA PARA MELHOR IDADE

 

 

Stockler encabeça abaixo-assinado para implantação de academia pública, no Centro.

Uma das bandeiras levantadas pelo comunicador e educador Jonathan Stockler visa defender a implantação de uma academia pública de ginástica para a MELHOR IDADE, no Centro de Angra. Esta semana Stockler participou, a convite do grupo da Melhor Idade, do Projeto Ação Corporal (PAC) capitaneado pela prefeitura.
- Fui ver de perto como funciona o projeto, pois quero que o idoso em Angra tenha a oportunidade de se exercitar e combater assim o sedentarismo. Muitos desses idosos melhoraram sua qualidade vida depois que passaram a praticar uma modalidade atividade física. Iniciei este mês o Projeto Vida mais Saudável para sensibilizar a prefeitura a implantar uma academia pública de ginástica, no Centro – disse Stockler.
O Projeto visa oferecer mais qualidade de vidas a todos os moradores de Angra dos Reis, com vista em particular aos idosos. Um abaixo-assinado foi criado para arrecadar a manifestação de apoio de todas as pessoas interessadas em transformar a iniciativa em projeto de lei para o município, no apoio a melhor idade. Com o projeto, VIDA MAIS SAUDÁVEL, os idosos poderão freqüentar um espaço para atividades físicas que será implantado em praça pública, no Centro, com acom-panhamento de um profissional em edu-cação física e fisiote-rapeuta.
- O Projeto é uma academia de ginástica ao ar livre com dez ou mais aparelhos fixos na praça. Toda a população pode usar, mas a iniciativa é direcionada principalmente para a terceira idade. Duas vezes por dia, profissionais de educação física especializados em atendimento a idosos estarão à disposição para orientações e acompanhamento da prática específica de ginástica. A meta é atender mais de 500 idosos por dia e em um segundo momento ampliar a academia para outras localidades e comunidades distantes do Centro - explica o jornalista Jonathan Stockler.

EDUCAÇÃO - A ARMA CERTA CONTRA A CRIMINALIDADE SOCIAL

Dizem por aí, os mais especialistas que a educação quando bem realizada pode não apenas produzir uma sociedade bem formada, como evitar os desarranjos sociais inerentes a falta de uma segurança pública. Há quem afirme categoricamente que a violência está intrinsecamente relacionada a dois tipos de deformações: a psíquica e outra educacional. A sociedade trata a primeira com o sentimento de pena e lamentações pela desgraça ocasionada à família. Todos, inclusive a sociedade se sensibiliza com os casos em que as inflexões sócio-comportamentais do indivíduo estão intimamente relacionadas com a problemática do psíquico, dizem até que para evitar transtornos maiores o meio mais rápido de tratamento seria o confinamento.
Veja que quando se trata da falta de uma moldura social, há a vacância do morfológico educacional, ou seja, a culpa é do próprio indivíduo que não se configurou a vida em sociedade. Neste caso, os cidadãos são bem menos tolerantes. Preferem julgar, condenar, a se questionar da realidade cruel que se faz das unidades públicas de ensino, no que tange o bojo da segurança pública. A verdade é que enquanto o estado finge educar, as escolas particulares avançam no processo tão apregoado pelo eterno Paulo Freire. Angra – por exemplo – vislumbra uma educação particular de 1ª classe. Por falar em classe, o município vive hoje um fenômeno: os menos favorecidos economicamente passaram a investir bem mais em seus filhos, visando um futuro mais garantido.
Para se ter uma idéia, escolas particulares como Miranda, traz em seu índice de aprovação 95% de alunos aprovados nas melhores escolas federais do país. A pressão é tamanha que os aspirantes se vêem desde o início a materializarem bons resultados. A sociedade contemporânea evocou um método acelerado a ponto de impor uma minoria à frente de uma maioria. Claro, não se trata apenas de poder econômico, mas de capacidade intelectual acadêmica e social. Os jovens de hoje, são impelidos a perseguirem seus sonhos, entretanto, quanto percebem que estes podem ficar fragmentados pelo pouco investimento na educação, terceirizam logo o processo educativo. A estatística mostra que alunos que estudaram em escolas particulares desde a infância, de 2 anos em diante, têm mais chance de crescer no mercado de trabalho e se destacar em sociedade. É evidente que para toda regra exista suas exceções. Bom mesmo seria tivéssemos o mesmo nível educacional tanto para as escolas públicas quanto às particulares.

 

 

 

EDIÇÃO 60

 

A ANISTIA DOS BOMBEIROS VAI ALÉM DA QUESTÃO JURÍDICA E POLÍTICA

 

 

 

Em minha humilde compreensão procuro – até hoje – entender o que levou ou o que passou pela cabeça do governador Sérgio Cabral (PMDB/Rio) em querer criminalizar em suas próprias palavras uma corporação que é vista no país como os heróis da humanidade. Tá certo que Cabral não é lá nenhum exemplo de boa vontade, mas daí externar de forma leviana como vândalos uma categoria tão adorada por todos, até mesmo pela polícia militar, e criminosos, é bem mais que um simples exagero. Aliás, o problema poderia ter sido resolvido bem antes. Antes da inauguração da Plataforma P-56, no Estaleiro BrasFels, Jacuecanga, em que lá estive com a presidente Dilma (PT).

Cabral superestimou o poder da opinião pública quando se esquivou de uma possível negociação. E esse bolo de abacaxi só aumentou com a invasão determinada por ele mesmo. O problema não foi a estratégia institucional equivocada e estabelecida por Cabral no confronto, e sim a falta dela. A ausência de um plano que revertesse a situação e que ao mesmo tempo o colocasse como o salvador, levou para o buraco qualquer tentativa de eleger seu vice Pezão. Além de derrubar e corroer a imagem dos dois, governador e vice, os deixou em estado de calamidade política. Esta semana tive acesso às imagens gravadas por um bombeiro de Angra. Quem atirou contra os bombeiros evidencialmente não estava com balas de borrachas, cinco delas perfuraram uma ambulância estacionada no pátio do quartel. Ficava claro ali que a ordem ia bem mais além do que conter a situação da invasão ao quartel central.

O clamor populacional foi tão grande que acabou comovendo até mesmo a cúpula do PMDB, partido de Cabral. O puxão de orelha, ao que parece, deu fruto, tanto que esta semana o governador subversivo pediu disse categoricamente que a culpa fora dos dois, tanto dele quanto dos bombeiros, mesmo assim não fez muita questão de diminuir a pena sob os bombeiros e maximizar seus erros. Cabral sempre se mostrou turrão quanto o assunto era posto de modo a contrariar seus interesses. Embora indicado por seu arquiinimigo, Garotinho (PR), o ex-governador Garotinho garante que não teria cometido esse tipo de injustiça contra a entidade. Muitos de seus inimigos aproveitaram o momento para enfraquecer o governo, alegando que Cabral feriu o código de postura e o coro com o carioca.

Tudo bem se a anistia dada pelo Congresso Nacional aos bombeiros seja justa e correta. Mas, não afoga o desafeto provocado pela incoerência do governo do Rio. Uma ditadura camuflada pela intolerância e materializada pela violência da polícia. E no fim não se trata de política, de polícia, de questão jurídica ou não, trata-se apenas de um super ego, nada mais.

 

 

 

EDIÇÃO 59

 

UMEAR DOA MAIS DE 30 BOLSAS PARA ESTUDANTES DE ANGRA

 

 

sta semana a União Municipal dos Estudantes de Angra dos Reis (UMEAR) lançou nas escolas públicas do estado o projeto, A Escola que Eu Quero pra Mim, que promoverá um ciclo de palestras nas unidades públicas de ensino. Uma forma de combater o envolvimento direto de jovens estudantes com o submundo da criminalidade. No programa, as palestras ocorrem em parceria com o Conselho Tutelar e a Universidade, Universus.
- Na primeira palestra tivemos cerca de 200 alunos no auditório do Colégio Estadual Artur Vargas (CEAV). Na etapa inicial o foco foi o bulliyng, a violência intra-escolar, e sem seguida o tema voltado para a importância da qualificação profissional no mercado de trabalho. Além disso, distribuímos mais de 30 bolsas de estudos nas áreas de petróleo e gás, meio ambiente, segurança do trabalho, e a novidade, robótica - disse Jonathan Stockler, presidente da UMEAR.

BOMBEIROS RECEBEM
APOIO DE STOCKLER
Os bombeiros de Angra receberam esta semana mais um grito de apoio. A iniciativa foi tomada pelo jornalista Jonathan Stockler depois da prisão decretada aos mais de 400 bombeiros, no Rio de Janeiro. Stockler apoiou o manifesto realizado no centro da cidade de Angra e encampou uma verdadeira vigília na busca de assinatura de apoio aos soldados que continuam presos. “Estou na luta incansável até que esses heróis presos possam ser libertados”, garantiu.

CONSELHO DAS ASSOCIAÇÕES RECEBE
DOAÇÃO DE COMPUTADORES
Para atender solicitação, o jornalista Jonathan Stockler – através da Umear – doou um computador de ultima geração para o Conselho das Associações de Moradores (COMAM). A iniciativa faz parte do projeto lançado por Stockler e tem o objetivo de fomentar a inclusão digital nas associações de moradores com cursos profissionalizantes que serão administrados pela UMEAR. “Estou fazendo a minha parte, cuidando do jovem para garantir um futuro melhor’, disse.

 

 

 

EDIÇÃO 58

 

A TRAGÉDIA QUE CHOCOU O MUNDO

 

 

 

O MASSACRE DE REALENGO

AINDA ESTAMOS EMERGENTES NO QUESITO SEGURANÇA

Muito choro, desespero, sangue para todos os lados e a imagem chocante de crianças mortas pela escola. Foi esse o cenário descrito por quem viveu o terror do massacre numa escola pública em Realengo. Lamentavelmente, somente agora o Brasil parece ter despertado para uma questão que estava esquecida, a evolução na qualidade de ensino público não ocorre tão somente no material didático ou logístico, é preciso pensar na segurança dos alunos, dos professores, dos funcionários. Ainda estamos emergentes quando o assunto é reestruturação do monitoramento das unidades escolares.

Em países como os Estados Unidos e a União Européia, além de um número considerável de seguranças dentro das escolas e o patrulhamento em frente ao portão principal, há detectores de metais nas entradas dos prédios escolares, revista para homens e mulheres, câmeras de vigilância, cursos de acompanhamento psicológicos e de debates sobre bom comportamento ético e a convivência intrassocial, outrossim, é que há espiões entre os alunos contratados pelos diretores da escola para denunciar atos de vandalismo, crueldade e bulliyng.

O Brasil avançou, é verdade, mas apenas no quesito qualidade conteudista, pedagógico, estamos anacrônicos, atrasados quando o assunto é a segurança privada e pública nas escolas. Estamos – pelo visto – mais preocupados em alcançar os índices de que qualidade dos países desenvolvidos do que garantir a segurança dos nossos filhos.

Estamos aqui esquecendo de um detalhe importante em tudo isso: o rapaz, mentor que cometeu essa barbaridade, o que o motivou. Será que não estava em estado traumático por problemas financeiros, sociais, morais, físicos, discriminatórios. A grande mídia desfigura uma realidade que está aí todos os dias a nossa porta: uma sociedade hipócrita que tergiversai, dá às costas, a miséria humana que habitam os menos abastados.

Claro que não justifica a chacina infanto-juvenil, entretanto, é preciso ir a fundo com a análise dessa história. Saber por exemplo, o que leva um jovem a cometer um massacre e suicidar-se logo em seguida. O que motivou aquele ato cruel e psicótico. É preciso as autoridades - agora que o país entrou para o rol dos países com índices de massacre escolar – encarar o problema como um processo educativo, não apenas em sala de aula, mas principalmente fora dela. Não há direitos humanos se não há garantias de integridade física. A escola, ainda símbolo da formação cidadã e de humanidade – não pode ser afrontada como arena de guerra civil.

Quem não se lembra que antes tínhamos o conceito, acreditava-se mesmo, que a escola não deveria ser entendida como uma prisão, um presídio, onde alunos ficavam confinados e eram revistados, punidos seriamente como presidiários, hoje, essa pensamento mudou. As escolas públicas ainda não despertaram para o problema da insegurança, da vulnerabilidade dessas unidades de ensino, é preciso implementar políticas públicas que não apenas visem os interesses da imagem perfeita de uma instituição de ensino, mas que garanta o ir e vir das crianças e adolescentes que já sofrem com a ingerência do tráfico e da violência, agora, uma mazela mais assustadora: o massacre da massa estudantil.

 

 

 

EDIÇÃO 57

 

SEGURANÇA PÚBLICA: O DESAFIO DO SÉCULO

 

 

 

O Estado começa a reconhecer o papel da ingerência das privatizações
como  solução definitiva à segurança da sociedade civil

Um dos temas mais debatidos e polêmicos à baila nas últimas décadas por especialistas em diversas áreas científicas está relacionado ao que fazer para que os governos possam de fato implementar políticas de Segurança Pública eficazes em suas regiões. Embora do tempo de pesquisa na área e suas formulações conceituais e empíricas, as instituições científica, governamentais e corporativas ainda estão longe de resolverem o impasse. Parte da dificuldade começa pela falta de um investimento na própria prevenção que envolvam todos os órgãos habilitados socialmente. È imprescindível que haja uma unicidade de busca e um único fim: encontrar a panacéia perfeita para garantir o direito do cidadão de ir e vir sem a lesividade.

O Estado do Rio de Janeiro precisou encarar o problema de frente. Mas, não se engane. As razões não foram totalmente àquelas divulgadas pela grande mídia. A verdade è que ninguém se perguntou o porquê que somente agora o governo carioca resolveu derrubar a tirania do poder paralelo em uma das maiores favelas do país para implantar as UPPs, no Complexo do Alemão, enquanto que em outras ocasiões já fora oferecido a possibilidade da intervenção do governo federal. Não se trata de orgulho político, ferido pela incapacidade tecnológica, logística ou humana do governo do Estado do Rio. Acredito que se trata também, principalmente, de descortinar uma verdade inerente ao organismo das instituições de segurança que ninguém queria ver: a correlação entre o papel desempenhado pela polícia do Rio com o narcotráfico.

A maior guerra a ser enfrentada aqui pela própria organização policial começa no combate direto à corrupção, envolvendo policiais com o submundo da criminalidade. Mas, esse combate também tem de ser preventivo. Não se instaura uma guerra interna na instituição para fins democráticos de paz. È preciso de alguma maneira encontrar o epcentro que engendre consenso entre o meio e o fim. O meio para se chegar a construir um instrumento capaz de otimizar os serviços oferecidos pela segurança pública. Um fim para colocar em prática a página seguinte. Os estados não podem jamais tratar o tema como privatização apenas, como vem fazendo a maioria das instituições governamentais. Antes de tudo, o enfrentamento do problema e  reconhecimento da fragilidade moral da política de segurança pública.

Quando os Estados não ofertam ao policial a garantia da segurança, com excelência de logística armamentista, retorno salarial e compensatória, garantias de aumento de efetivo policial e aquisição de viaturas e tecnologias de informação, està ratificando que esta guerra não tem data para fim, muito menos não ha interesse em terminá-la. E que o risco de morte para o soldado – periclitante-estado - não vale o sacrifício. Então, morrer em nome da defesa ao cidadão passa a ser mera teoria governamental e política. O mesmo ocorre com as garantias constitucionais que ficam paralíticos e embargadas por questões burocráticas e políticas. Enquanto a polícia faz o enfretamento, o Estado mais uma vez se aleja de cumprir o seu papel preventivo, escola, saúde, educação e trabalho. Não há segurança pública sem a unição da prevenção com o ato coercitivo do Estado. Um sem o outro è mera teoria vazia.

O pior è que o Estado não se da conta de seu fracasso e faz de um índice criminal, resultado social na redução momentânea do crime paroquial, pior, sua bússola guia. Segurança Pública se constroem com engajamento social, político e governamental, uma tríade indispensável.  

por: Jonathan Stockler - Mestrando em Segurança Pública
pela Universidade da Polícia Federal da Argentina

 

 

 

EDIÇÃO 56

 

O TERROR DA TRAGÉDIA

 

 

 

É preciso que a política seja de Estado e não apenas de governo.
SOLIDARIEDADE É PALIATIVA E NÃO DEFINITIVA.

As imagens de terror propagadas todos os dias pela grande mídia ao mundo, faz nascer em nós várias questões indagativas: quem é o culpado por tanta tragédia? Como evitar tantos deslizamentos? Como promover o mapeamento de prevenção de áreas de risco? Como se antever através das previsões climáticas? A fragilidade do país quanto à previsão de catástrofes ainda vive o caos da imaturidade e amadorismo. O problema não é a falta de um plano de governo, mas de um projeto de política de Estado de enfrentamento, capaz de por em prática o Plano Diretor dos municípios, a Lei Orgânica, L.O, o Código de Postura da cidade, redistribuição de renda, erradicação da pobreza, combate a desigualdade social, menos impostos, instrumentos indispensáveis na prevenção e combate direto aos avanços desgovernados do crescimento desordenado.

A região serrana foi apenas um retrato lastimável desse acúmulo de fatores que coloca em xeque a falta de exposição da política de estado. O plano de governo funciona apenas como processo decisório e complementar de uma morfologia estatal que dever ser posta em prática periodicamente, e não apenas em situações de calamidade pública. É preciso que o Brasil, como foi no caso do Complexo do Alemão, emita, e forje pulso forte, materializando de fato, a política de estado, e não apenas a de governo que quase sempre a sobrepõe.

Quando há uma restauração natural da pirâmide fica fatídica a possibilidade de um movimento no apoio unificado de todos os setores da sociedade. Enquanto governantes, políticos, autoridades, não se atentarem para a necessidade de se implantar uma política libertadora, longe dos conchavos e favores pessoais, longa do fisiologismo, clientelismo, da plutocracia, áreas de risco continuarão a ser habitadas e edificadas sem nenhum laudo técnico ou processo estruturante que habilite o povoamento. Grande parte das leis que possibilitam o avanço desordenado de edificações em áreas de risco é promovida pelas próprias autoridades constituidamente pelo povo, e em revés, estes políticos deveriam promover impeditivos ou punir ações para inibir construções e não o fazem. Ao que se sabe somente agora, o país parece ter despertado para um problema que estava soterrado na burocracia e nas ações de pessoalidades.

Possa ser que o leão da verdade cruel tenha despertado: ou muda de vez esse sistema camuflado e fragilizado por inverdades, ou continuaremos a pagar o preço alto imposto pela própria natureza irresponsável homem. A maior tragédia se fulcra nos valores do cidadão, em que o Estado não informa, orienta e muito menos impede que o tributarista (cidadão) construa sua casa na areia, como canta a música infantil.

Até quando vamos enterrar nossos mortos e veremos nosso país virar tema de irresponsabilidade por investimentos e ações combativas que deveriam ter sido feitas, e na verdade sequer foram debatidas? Na região serrana, por exemplo, havia recursos que estavam disponíveis para construção de encostas, casas populares, saneamento básico, e que não foram liberados por falta de interesse dos governantes.

É preciso que o país impute punições sérias para quem – digo todos – não cumpra as determinações da lei, tanto governante quanto a sociedade. Somente assim, deixaremos de assistir tanto terror abalar os brasileiros. Solidariedade é sempre muito bem vinda, quando a ajuda não é pra gente. Melhor mesmo é aquela solidariedade desnecessária.

 

 

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