Luiz Thomé: 24 9955-5896
24 7836-1507
ID: 87*10286

 

Maristela Jordão: 24 9955-6664
Vaninha Reis: 247835-9645

Google

 

Dr. Gustavo Graça Lage

Ortopedia e Traumatologia
Registro na CRM nº 5263355-0

Centro | Rua José Riegert, 48
(24) 3367-0891

Centro | Rua Coronel Carvalho, 539 - sala 502
(24) 3365-2526


 

 

EDIÇÃO 65

 

 

PARALISIA OBSTÉTRICA

 

 

 

 

A paralisia obstétrica é definida como uma paralisia flácida, parcial ou total que acomete o membro superior(braço) do bebê decorrente de lesão do plexo nervoso chamado braquial causada pelas manobras do parto.

A causa da paralisia obstétrica é indiscutivelmente traumática, causada pela tração do feixe nervoso chamado plexo braquial e, consequentemente lesão das fibras nervosas.

As crianças de alto peso (maior que 4 kg), no parto normal, para liberação dos ombros pode exigir manobras externas ou mesmo o uso do fórceps. Esses mecanismos podem levar a graus diversos de estiramento, ruptura ou avulsão (arrancamento) das aízes nervosas do plexo braquial.

O diagnóstico da paralisia obstétrica é essencialmente clínico, feito pelo exame neurológico ainda no berçário, o pediatra tem por obrigação notar a paralisia do membro superior. O membro afetado encontra-se flácido e pode ser doloroso a manipulação, levando ao choro a criança. É importante examinar o outro membro superior e os membros inferiores para o diagnóstico diferencial com paralisia cerebral ou outras lesões.

Os exames complementares, na sua grande maioria, somente confirmam a lesão e sua extensão, os exames mais comumente realizados são: eletroneuromiografia, ressonância magnética, mielotomografia e a mielografia. Devemos ser enfáticos que o exame clínico neurológico é o mais importante.

A evolução da fase aguda é variável. Há regressão espontânea em muitos casos, esse percentual pode chegar em até 80% dos casos, com regressão em, no máximo 18 meses.

O tratamento inicial é coservador, quando o membro é doloroso pode-se utilizar a tipóia americana para alívio da dor. A fisioterapia deve ser iniciada logo após o primeiro mês. O tratamento cirúrgico é indicado quando, no terceiro mês não se observa a recuperação, ao menos parcial, do bíceps e existem vária técnicas de reparação dos nervos, com ou sem inxertia, e recuperação é muito variável de caso para caso.

Importante enfatizar que os pais ao observarem algum tipo de paralisia de um ou mais membros do bebê não podem achar que é normal e devem leva-lo ao especialista que pode ser um pediatra, ortopedista ou neurologista/neurocirurgião.

 

 

 

 

 

 

 
2007 -2012 | Proibida a Reprodução Total ou Parcial sem Prévia Autorização.