Luiz Thomé: 24 9955-5896
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Maristela Jordão: 24 9955-6664
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Dra. Karina Souza de Lima

Fisioterapeuta
Registro CREFITO nº 56455-F
Centro | Rua Coronel Carvalho, 539 - sala 101
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EDIÇÃO 62

 

CARBOXITERAPIA

 

 

A carboxiterapia é uma técnica recentemente introduzida na área da estética, mas a história do uso terapêutico do anidro carbônico (gás carbônico ou CO2) teve início na década de 30, na França. Seu uso era feito através de banhos secos ou imersão em água carbonada para o tratamento de arteriopatias periféricas.

            Atualmente, a carboxiterapia caracteriza-se num método de fácil execução e consiste na administração do CO2 pela via subcutânea diretamente nas áreas afetadas.

            Com o desenvolvimento de um equipamento capaz de controlar o fluxo injetado por minuto, e o volume total injetado possibilitou a aplicação da carboxiterapia e seu reconhecimento terapêutico nos países da Europa, principalmente Itália e França, onde é reconhecida para uso em Saúde Pública.

            No Brasil, atualmente, existem diversas marcas e modelos de aparelhos, registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e sua aplicação oferece conforto e segurança.

            O aparelho liga-se a um cilindro de ferro por meio de um regulador de pressão de gás carbônico e é injetado por via de um equipo (sonda) com uma agulha pequena (agulha insulina- 30 G1/2) diretamente através da pele do paciente.

            Indicações:
Arteriopatias; celulite; gordura localizada; estrias; flacidez cutânea; rugas; queimados, ulcerações em membros inferiores, psoríase e calvície, ou seja, patologias que se beneficiam com o incremento da circulação.

Pós-cirurgia plástica
No ramo da cirurgia-plástica, a carboxiterapia tem sido empregada para correção de irregu-laridades pós lipoas-piração, ou mesmo, no pré-operatório para melhorar a vascularização de retalhos cirúrgicos.

            Contra-indicações
Como foi dito, a carboxiterapia é considerada uma técnica segura, mas devemos atentar para algumas contra-indicações infarto agudo do miocárdio, angina instável, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, tromboflebite aguda, gangrena, infecções localizadas, epilepsia, insuficiência respiratória, insuficiência renal, gravidez, distúrbios psiquiátricos.

            Podemos concluir que a carboxiterapia possui respaldo na literatura para seu uso seguro e com garantia de bons resultados em várias áreas da medicina estética e convencional, e da fisioterapia dermato-funcional.

            “Tudo na vida possui o seu valor, significado e natureza. Sendo motivo de aprendizado constante, pois este é infinito. Faça a diferença perante a sociedade dando o seu melhor assim poderemos pensar em um futuro promissor.” Boas Festas!

 

 

 

EDIÇÃO 61

 

TROFIA TEGUMENTAR ADQUIRIDA (ESTRIA)

 

 

São lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele e que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais.

Manifestações clínicas

A ruptura das fibras forma lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de um a vários centímetros. Apresenta-se sob a forma de linhas ou faixas deprimidas, de coloração avermelhada, rosada ou arroxeada, que com o passar do tempo tornam-se brancas, lisas, brilhantes e deprimidas. A pele na área afetada tem consistência frouxa.

Classificação:

Rosadas
Sãos as estrias recentes, ligeiramente avermelhadas devido à congestão vascular e processo inflamatório.

Nacaradas
São as mais antigas, de cor branco-acinzentadas, apresentam diminuição da espessura da pele e depressão.

Prevalência

Mulheres: 85% dos casos; 75% durante ou após a gravidez

Homens: 25% dos casos

Causas

Puberdade; gravidez; exercícios físicos vigorosos/aumento massa muscular; obesidade; genética; iatrogênica, doenças endócrinas. Estrias ocorrem em pessoas com pré-disposição genética (fragilidade do tecido). A hidratação não modifica esta condição. A ruptura da fibra elástica é lesão irreversível.

Os tratamentos disponíveis

Mesoterapia, dermoabrasão, peelings químicos, tratamento típico à base de ácidos, carboxiterapia, etc... ) visam melhorar o aspecto inestético das mesmas, tornando-as semelhantes ao tecido sadio circunjacente.

 

 

 

EDIÇÃO 60

 

CUIDADOS COM OS ANIMAIS NO INVERNO EVITA DOENÇAS

 

 

 

Com o inverno os cuidados com os animais de estimação devem ser redobrados, pois assim como o ser humano, eles também podem ficar doentes. Os animais também sentem frio e a falta de cuidado pode causar doenças respiratórias.

As doenças mais comuns nesse período são a gripe e a cinomose. A gripe canina é também conhecida como tosse dos canis, e se não tratada adequadamente evolui para pneumonia. Os sintomas são parecidos com os do nosso resfriado: febre, espirros, coriza e tosse. A tosse é muitas vezes confundida com engasgo.

O vírus da cinomose fica mais tempo no ambiente. Esse clima é favorável para o seu desenvolvimento, mas essa doença pode ser evitada com a vacinação. É uma doença sistêmica, ou seja, pode atingir vários órgãos, altamente contagiosa, causada por um vírus que freqüentemente leva à morte cachorros filhotes e adultos.
Dicas:
- Verifique se a vacinação do seu animal está atualizada tanto para a Gripe Canina como a para a Déctupla que protege contra a Cinomose além de outras doenças.
- Se possível, espere o tempo esquentar para fazer a tosa nos animais, pois os pêlos são uma proteção natural contra o frio. Mas se houver necessidade, opte por roupinhas para deixa-los mais aquecidos, principalmente para passear na rua e durante a noite.
- Nada de multidão, evite ambientes com muitos cães.
- Passeio programado: o ideal é sair com seu cão quando estiver sol, mas como no inverno também há dias em que o sol está bem quente, muita atenção com os passeios feitos a partir do meio-dia, o sol muito forte pode queimar as patinhas deles. Também evite dias chuvosos.
- Providencie um lugar quentinho para seu animal dormir.
- Banho sob medida: diminua a freqüência de banhos. Em vez de semanal para um banho quinzenal, e muita atenção aos cuidados pós-banho, é preciso certificar-se de que o lugar escolhido tenha água morna e seja fechado, outra dica é não sair logo em seguida, pois isso evitará um choque térmico. E é muito importante secá-los bem com uso de secador.
- Uma boquinha a mais: se o seu cão não para um segundo, você pode aumentar a porção de ração em 20% nesta época, pois o consumo de alimento aumenta o nível energético. Isso não vale para cães obesos.
- Mantenha os animais agasalhados e abrigados da chuva e do frio.

 

 

 

EDIÇÃO 59

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 03)

 

 

 

Nessa última parte vamos falar sobre a comunicação e emoção dos animais.

LINGUAGEM
O Homo sapiens é o único animal capaz de dominar sintaxe, formar frases complexas e registrar o que pensa. Mas alguns bichos podem compreender nossa linguagem quase como se fossem uma pessoa. Os golfinhos aprendem linguagem artificiais como de representar palavras através de sons de computador e compreendem a ordem das palavras. E uma cadela da raça Border Collie aprendeu o nome de mais de mil objetos. Os animais também se comunicam entre si: as abelhas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

 

EMOÇÕES
Passarinhos ficam nervosos como também amam. Mais de 90% das aves são monogâmicas. Gansos e corvos passam a vida fiéis a um único parceiro – já os casais de pombos não são tão pombinhos assim: eles traem; mas não tiram a aliança da pata.
Emocionalmente, os cães se parecem muito com os humanos. Na alegria e na tristeza. Alguns se recusam a comer quando o dono vai viajar e voltam a aceitar o prato depois de ouvir a voz de seus pais humanos no telefone. É uma forma primitiva de saudade.
Mas poucos animais mostram suas emoções com tanta clareza quanto os elefantes. Eles ficam de luto, por exemplo. Órfãos dessa espécie sofrem de depressão. Chimpanzés órfãos também são emotivos: passam horas se despedindo do corpo da mãe. Vacas também têm seu momento down. Mas a maior característica delas é outra: são fofoqueiras. Formam pequenos grupos de amigas, têm rixas com outras vacas e guardam rancor por anos. Elas também sentem prazer ao vencer desafios.
O prazer com o sexo parece ser universal. E entre os mamíferos é parecido com o nosso. Às vezes, melhor.
Nada é tão comum entre nós e as outras coisas vivas do mundo quanto a busca pelo prazer. Hipopótamos estiram as pernas para deixar que os peixes mordisquem seus dedos, numa verdadeira sessão de massagem. O batimentos cardíacos dos cavalos caem quando têm o cabelo da nuca escovado. Eles relaxam. E existe o prazer em fazer o mal também. Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.
Mas o macaco rhesus, um primata asiático, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque leve. Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA SUPERINTERESSANTE – ED. 289 – MAR / 2011.

 

 

 

EDIÇÃO 58

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 02)

 

 

 

Continuando o assunto da edição anterior, vamos abordar outro aspecto da inteligência dos animais.

ESPERTEZA

Poucas coisas incomodam tanto quanto choro de gato com fome. Parece que ele vai morrer se você não der comida na hora. Mas não se desespere: pode ser um truque do bichinho. A cientista Karen McComb, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, descobriu que alguns gatos emitem uma súplica de alta freqüência, similar ao choro de um bebê, que dispara um senso de urgência no cérebro humano. Dos gatos analisados, só choravam assim os que viviam em casas habitadas por uma só pessoa. Ou seja: gatos aprendem a enfatizar dramaticamente o choro quando vivem com humanos numa relação de um para um.

Com esse miau histérico, eles dão um show de inteligência emocional: eles sacam a fraqueza do dono para manipulá-lo. Cachorros não são menos malandros. Eles também fazem suas demandas de acordo com o público da casa. Cães aprendem rápido quem são as pessoas que podem colaborar e as que não lhe dão bola. Eles fazem isso melhor que qualquer outro animal. Num ranking de inteligência emocional, os cães seriam campeões, de longe. O segredo deles é o contato visual. Eles são os únicos bichos que sabem o que você está pensando: olhando nos olhos eles podem detectar o nível de atenção dos donos e atuar de acordo com ele. Essa habilidade é um atributo evolutivo. Os que melhor emulavam o comportamento humano (incluindo a habilidade de ler a mente do outro olhando nos olhos) cresceram e se multiplicaram porque viraram os preferidos dos humanos. E como eles sabem aplicar essa habilidade inata para resolver desafios não há como negar sua inteligência.

Mas o brilho da mente dos cachorros e gatos não chega perto da de um concorrente quase descerebrado: o papagaio. Ele pode distinguir objetos pelo formado, cor e composição. Essa habilidade de entender o mundo somada à habilidade que os papagaios têm de imitar a voz humana faz com que alguns sejam vistos como humanos de asas. Alex, um papagaio de 31 anos era a noção humana de inteligência encarnada numa ave com o cérebro do tamanho de 3 castanhas-do-pará. Com seu cérebro de 9g (o nosso tem 1500g), o papagaio é mais perspicaz que um cachalote – dono do maior cérebro do planeta, com quase 8 kg. A proporção entre o tamanho do cérebro e o tamanho do corpo não diz tudo. Outro ponto a considerar é o tamanho do neocórtex (é a parte mais externa do cérebro). Só os mamíferos têm (e o nosso é enorme). Hoje, já se sabe que ele não é indispensável para o pensamento. Alex, o papagaio, que não era mamífero, não tinha neocórtex, mas raciocinava.

E outros pássaros também dão show de inteligência. Principalmente os corvos. Eles pensam muito bem. E melhor do que qualquer outro animal, fora os primatas e cetáceos. Para exemplificar, eles jogam as conchas na faixa de pedestres das avenidas à beira-mar, esperam os carros passar por cima e catam o recheio quando o sinal fica vermelho. É fato: os corvos entendem a casualidade (“se eu fizer X, acontecerá Y”). Em outras palavras, eles pensam muito bem.

TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA SUPERINTERESSANTE – ED. 289 – MAR / 2011.

 

 

 

EDIÇÃO 57

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 01)

 

 

 

Golfinhos são sádicos, vacas têm inimigas, gatos e cachorros são experts em dissimulação e galinhas fazem planos para o futuro. A ciência revela o universo oculto no cérebro dos animais.

Charles Darwin é um precursor da noção moderna de como a ciência vê os animais. Para ele, mesmo os bichos mais abaixo na escala evolutiva também teriam inteligência e sentimentos, só que em níveis distintos. As evidências de hoje indicam que muitos animais sentem alegria, tristeza, pena, ....

CONSCIÊNCIA

Um camaleão não sabe que está mudando de cor quando se camufla. Cobras não tem consciência de que enganam predadores quando se fingem de mortas. Isso é obra da seleção natural. É instinto cego, obra da natureza. Mas, podemos verificar que muitos outras atitudes são frutos da criatividade e inteligência dos animais. E para começar a entender como funciona suas mentes, temos que compreender primeiro como eles percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar para ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocado pelo dono. Aí, sim, ele vai dar à rosa um montão de significado.

Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho. Um cão Beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas. Assim, o universo dos cachorros é um estrato de cheiros diferentes. Talvez por isso não liguem para a própria imagem no espelho. Esse supernariz lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos. O Labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes.

Chimpanzés tem sentimentos complexos como inveja e vergonha. E quem tem vergonha não é menos conscientes do que nós. O teste mais clássico para auferir consciência é o espelho. Seu cachorro ou gato não passa por essa prova. Mas, chimpanzés, elefantes e golfinhos fazem isso sem problema. Eles não só sabem quem e o que são como têm o poder de analisar o que os outros estão pensando.

Uma pesquisa da Universidade de Cambridge mostrou que as ovelhas identificam o rosto de pelo menos outras 50 ovelhas. É isso aí, os animais podem surpreender!!! Na próxima edição continuaremos com esse tema abordando outras habilidades dos animais.

 

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