Luiz Thomé: 24 9955-5896
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Maristela Jordão: 24 9955-6664
Vaninha Reis: 247835-9645

Dra. Daniela Jordão Thomé

Médica Veterinária
Registro nº CRMV RJ 6509

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EDIÇÃO 63

 

NATAL

 

 

O fim do ano está chegando ... época de reflexões ... projetos para o futuro ... desejos de um mundo melhor ... Gostaria de deixar para vocês, que nos acompanharam durante todo este ano, uma mensagem de esperança, mas quando vi estas fotos percebi que elas falam muito mais do que mil palavras.

Espero que todos nós possamos aprender com estes exemplos o verdadeiro sentido das palavras. Amor, Respeito, Carinho, Cuidado, Devoção, Companheirismo, Amizade, Alegria e que possamos valorizar cada momento da nossa vida que por si só é uma grande benção de Deus. Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto deste Amor Verdadeiro!

 

EDIÇÃO 62

 

SARNAS

 

 

Tanto animais que vivem dentro de casa, como aqueles que vivem no ambiente externo podem apresentar várias formas de sarnas. As  mais comuns em cães são: otodécica, sarcóptica e demodécica. Os proprietários de pets devem estar sempre atentos aos sintomas característicos e procurar um médico veterinário quando há suspeita de ocorrência dessas doenças.

            Sarna Otodécica
É uma parasitose que acomete cães e gatos, causada pelo ácaro Otodectes cynotis, que vive na superfície da pele, provocando lesões e otite. A transmissão ocorre pelo contato direto, sendo altamente contagiosa entre os animais. Neste caso, o animal balança a cabeça e coça a orelha, provocando escoriações. Otite externa com secreção e grande irritação local. As lesões podem estar restritas ao canal auditivo externo ou atingir outras partes do corpo, acarretando dermatite ao redor das orelhas, pescoço e cabeça. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados e em exames específicos realizados. Através do exame otoscópico é possível identificar os ácaros adultos no canal auditivo do animal. O exame microscópico da secreção do ouvido (cerúmen) permite a visualização das formas imaturas do ácaro. Procure logo orientação de um médico veterinário para instituir um tratamento adequado e convém isolar o animal de outros animais sadios até a cura total.

            Sarna sarcóptica
É uma parasitose que acomete cães e gatos, causada pelo ácaro Sarcoptes canis, que vive na superfície da pele provocando lesões. A transmissão ocorre pelo contato direto, sendo altamente contagiosa entre os animais. A sarna sarcóptica é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem, causando coceira intensa principalmente nas regiões do corpo em que a pele é mais quente (dobras e áreas de atrito da pele com o elástico de roupas). O animal apresenta coceira intensa, que piora ainda mais quando a temperatura ambiente é alta, além de formação de crostas espessas, infecção secundária, erupções avermelhadas na pele e queda de pêlos. As regiões de predileção do ácaro são ponta da orelha, abdômen, cotovelo e patas. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados e em exame específico realizado pelo médico veterinário. Neste caso também recomenda-se isolar o animal afetado durante o tratamento, além de desinfetar diariamente todos os utensílios, coleiras, toalhas, etc para evitar recontaminação. A escabiose ocorre em qualquer lugar do mundo e está diretamente associada a hábitos de higiene. Também é freqüente em aglomerados populacionais.

            Sarna demodécica
É uma parasitose que acomete principalmente cães, causada pelo ácaro Demodex canis. Recebe também o nome de demodicose, sarna negra, sarna folicular, sarna vermelha e , quando o caso é mais grave, até lepra canina. Esse parasita é residente normal da pele de cães e está presente em pequeno número na pele de cães normais. A pele dos animais com sarna demodécica favorece a reprodução e crescimento exagerado desses ácaros, provocando a doença. A transmissão ocorre através do contato direto da fêmea com os filhotes durante a amamentação já nos 2 ou 3 primeiros dias de vida. Ácaros podem ser identificados nos folículos pilosos de filhotes com apenas 16 horas de idade. Essa doença tem caráter hereditário e está relacionada à queda de resistência dos animais. A demodecicose pode manifestar-se de duas formas: Sarna demodécica localizada: mais comum na face e nos membros anteriores, a  maioria dos casos ocorre em filhotes de 3 a 6 meses de idade acometendo pequenas áreas com queda de pêlos e descamação da pele. Geralmente resolve espontaneamente em aproximadamente 30 dias. Sarna demodécica generalizada: inicia-se na forma localizada e se agrava para a forma generalizada. Abrange extensas áreas do corpo, principalmente cabeça e membros causando alopecia difusa, eritema, edema, seborréia, crostas e piodermatite secundária, podendo esta apresentar-se moderada, superficial ou severa e profunda com furunculose e celulite. Normalmente estão associados, prurido e linfoadenopatia generalizada.   A sarna negra pode ainda ocorrer sob a forma de otite externa, eritematosa e ceruminosa. Em casos de piodermatite demodécica, a única região atingida são as patas. O diagnóstico é feito por raspado profundo de pele para detecção do ácaro. A sarna demodécica não tem cura, mas existe tratamento e controle. Recomenda-se que os cães acometidos sejam castrados para evitar a disseminação da doença.

 

 

EDIÇÃO 61

 

O CHOCOLATE E OS CÃES

 

 

O chocolate é muito popular como guloseima para os animais. A maior parte das pessoas adora chocolate e muitos dos cães também. No entanto o chocolate não deve ser dado a animais. O chocolate contém um alcalóide chamado Teobromina, encontrada no cacau, que é rapidamente absorvido após ingestão oral e é um estimulante poderoso do sistema nervoso central e do coração. A Teobromina provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à uma grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães.
As doses tóxicas são indicadas  em cerca de  100 mg/kg sendo fatais perto das  200 mg/kg. A quantidade de teobromina no chocolate depende do tipo de chocolate. O chocolate de culinária  e o chocolate preto amargo  contêm entre 15-20 mg/grama  visto que o chocolate de leite popular contem somente aproximadamente 1,5 mg/grama. Assim um Pinscher  pequeno que pesa somente 2 a 4 quilos  teria que comer uma quantidade ínfima de chocolate  para evidenciar  potenciais  sinais de envenenamento. Mesmo um cão com  o tamanho de um Labrador  poderia morrer se comesse 200 gramas de chocolate de culinária. No outro extremo da escala encontra-se o chocolate branco que é menos tóxico. A concentração dessa substância no chocolate pode ser de 3 a 10 vezes maior do que na cafeína, por exemplo. Porém, há relatos de sintomas de intoxicação, como vômitos e diarréia, com ingestão de apenas 20mg/kg; e também há relatos de sintomas de efeitos cardiotóxicos com ingestão de 40 a 50 mg/kg de chocolate. Há, ainda, relatos de efeitos drásticos com a ingestão não só de chocolate em barra, mas também de chocolate em pó dissolvido em leite e oferecido à cães.
Dependendo da quantidade comida realmente e do estado  de saúde do cão, às vezes nenhum sinal é aparente e o cão será encontrado com uma falha cardíaca. Isto é  provável de acontecer  em cães mais velhos com problemas cardíacos. Mas, geralmente, os efeitos clínicos dessa intoxicação são percebidos entre 6 a 12 horas após a ingestão do chocolate. Os sintomas iniciais são: aumento da ingestão de água, vômito, diarréia, dilatação abdominal e inquietação (incômodo, agitação). O quadro pode evoluir para hiperatividade, aumento do volume urinário, ataxia, tremores e estado de apreensão. E, mais fatidicamente, aumento da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia), aumento dos movimentos respiratórios (taquipnéia), azulamento das mucosas (cianose – falta de oxigenação nos tecidos), hipertensão, aumento da temperatura corpórea e o quadro pode, enfim, evoluir para hipotensão, queda da temperatura corpórea, coma e morte.
Ainda há o fato de que, como o chocolate possui grande quantidade de gordura, o pâncreas também sofre importantes danos.
O tratamento é difícil, objetivando a estabilização das funções vitais do organismo de acordo com a sintomatologia que está ocorrendo.
Bom, como os casos de ingestão de chocolate podem ocasionar fins drásticos, o melhor é evitar que seu cão coma chocolate. Os cães são os mais afetados devido a gostarem muito desta guloseima. No entanto os gatos também podem ser afetados por ingestão de chocolate.
Recapitulando, geralmente, chocolates ao leite possuem 154 mg/100g de teobromina; o meio-amargo cerca de 528 mg/100 g e o chocolate amargo cerca de 1400mg/100g.
Mas, não fique triste, se seu cão gosta muito de chocolate e você não quer privá-lo desde prazer, existe nos Pet Shops chocolates próprios para eles, livres desta substância
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EDIÇÃO 60

 

CUIDADOS COM OS ANIMAIS NO INVERNO EVITA DOENÇAS

 

 

 

Com o inverno os cuidados com os animais de estimação devem ser redobrados, pois assim como o ser humano, eles também podem ficar doentes. Os animais também sentem frio e a falta de cuidado pode causar doenças respiratórias.

As doenças mais comuns nesse período são a gripe e a cinomose. A gripe canina é também conhecida como tosse dos canis, e se não tratada adequadamente evolui para pneumonia. Os sintomas são parecidos com os do nosso resfriado: febre, espirros, coriza e tosse. A tosse é muitas vezes confundida com engasgo.

O vírus da cinomose fica mais tempo no ambiente. Esse clima é favorável para o seu desenvolvimento, mas essa doença pode ser evitada com a vacinação. É uma doença sistêmica, ou seja, pode atingir vários órgãos, altamente contagiosa, causada por um vírus que freqüentemente leva à morte cachorros filhotes e adultos.
Dicas:
- Verifique se a vacinação do seu animal está atualizada tanto para a Gripe Canina como a para a Déctupla que protege contra a Cinomose além de outras doenças.
- Se possível, espere o tempo esquentar para fazer a tosa nos animais, pois os pêlos são uma proteção natural contra o frio. Mas se houver necessidade, opte por roupinhas para deixa-los mais aquecidos, principalmente para passear na rua e durante a noite.
- Nada de multidão, evite ambientes com muitos cães.
- Passeio programado: o ideal é sair com seu cão quando estiver sol, mas como no inverno também há dias em que o sol está bem quente, muita atenção com os passeios feitos a partir do meio-dia, o sol muito forte pode queimar as patinhas deles. Também evite dias chuvosos.
- Providencie um lugar quentinho para seu animal dormir.
- Banho sob medida: diminua a freqüência de banhos. Em vez de semanal para um banho quinzenal, e muita atenção aos cuidados pós-banho, é preciso certificar-se de que o lugar escolhido tenha água morna e seja fechado, outra dica é não sair logo em seguida, pois isso evitará um choque térmico. E é muito importante secá-los bem com uso de secador.
- Uma boquinha a mais: se o seu cão não para um segundo, você pode aumentar a porção de ração em 20% nesta época, pois o consumo de alimento aumenta o nível energético. Isso não vale para cães obesos.
- Mantenha os animais agasalhados e abrigados da chuva e do frio.

 

 

 

EDIÇÃO 59

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 03)

 

 

 

Nessa última parte vamos falar sobre a comunicação e emoção dos animais.

LINGUAGEM
O Homo sapiens é o único animal capaz de dominar sintaxe, formar frases complexas e registrar o que pensa. Mas alguns bichos podem compreender nossa linguagem quase como se fossem uma pessoa. Os golfinhos aprendem linguagem artificiais como de representar palavras através de sons de computador e compreendem a ordem das palavras. E uma cadela da raça Border Collie aprendeu o nome de mais de mil objetos. Os animais também se comunicam entre si: as abelhas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.

 

EMOÇÕES
Passarinhos ficam nervosos como também amam. Mais de 90% das aves são monogâmicas. Gansos e corvos passam a vida fiéis a um único parceiro – já os casais de pombos não são tão pombinhos assim: eles traem; mas não tiram a aliança da pata.
Emocionalmente, os cães se parecem muito com os humanos. Na alegria e na tristeza. Alguns se recusam a comer quando o dono vai viajar e voltam a aceitar o prato depois de ouvir a voz de seus pais humanos no telefone. É uma forma primitiva de saudade.
Mas poucos animais mostram suas emoções com tanta clareza quanto os elefantes. Eles ficam de luto, por exemplo. Órfãos dessa espécie sofrem de depressão. Chimpanzés órfãos também são emotivos: passam horas se despedindo do corpo da mãe. Vacas também têm seu momento down. Mas a maior característica delas é outra: são fofoqueiras. Formam pequenos grupos de amigas, têm rixas com outras vacas e guardam rancor por anos. Elas também sentem prazer ao vencer desafios.
O prazer com o sexo parece ser universal. E entre os mamíferos é parecido com o nosso. Às vezes, melhor.
Nada é tão comum entre nós e as outras coisas vivas do mundo quanto a busca pelo prazer. Hipopótamos estiram as pernas para deixar que os peixes mordisquem seus dedos, numa verdadeira sessão de massagem. O batimentos cardíacos dos cavalos caem quando têm o cabelo da nuca escovado. Eles relaxam. E existe o prazer em fazer o mal também. Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.
Mas o macaco rhesus, um primata asiático, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque leve. Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.

TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA SUPERINTERESSANTE – ED. 289 – MAR / 2011.

 

 

 

EDIÇÃO 58

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 02)

 

 

 

Continuando o assunto da edição anterior, vamos abordar outro aspecto da inteligência dos animais.

ESPERTEZA

Poucas coisas incomodam tanto quanto choro de gato com fome. Parece que ele vai morrer se você não der comida na hora. Mas não se desespere: pode ser um truque do bichinho. A cientista Karen McComb, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, descobriu que alguns gatos emitem uma súplica de alta freqüência, similar ao choro de um bebê, que dispara um senso de urgência no cérebro humano. Dos gatos analisados, só choravam assim os que viviam em casas habitadas por uma só pessoa. Ou seja: gatos aprendem a enfatizar dramaticamente o choro quando vivem com humanos numa relação de um para um.

Com esse miau histérico, eles dão um show de inteligência emocional: eles sacam a fraqueza do dono para manipulá-lo. Cachorros não são menos malandros. Eles também fazem suas demandas de acordo com o público da casa. Cães aprendem rápido quem são as pessoas que podem colaborar e as que não lhe dão bola. Eles fazem isso melhor que qualquer outro animal. Num ranking de inteligência emocional, os cães seriam campeões, de longe. O segredo deles é o contato visual. Eles são os únicos bichos que sabem o que você está pensando: olhando nos olhos eles podem detectar o nível de atenção dos donos e atuar de acordo com ele. Essa habilidade é um atributo evolutivo. Os que melhor emulavam o comportamento humano (incluindo a habilidade de ler a mente do outro olhando nos olhos) cresceram e se multiplicaram porque viraram os preferidos dos humanos. E como eles sabem aplicar essa habilidade inata para resolver desafios não há como negar sua inteligência.

Mas o brilho da mente dos cachorros e gatos não chega perto da de um concorrente quase descerebrado: o papagaio. Ele pode distinguir objetos pelo formado, cor e composição. Essa habilidade de entender o mundo somada à habilidade que os papagaios têm de imitar a voz humana faz com que alguns sejam vistos como humanos de asas. Alex, um papagaio de 31 anos era a noção humana de inteligência encarnada numa ave com o cérebro do tamanho de 3 castanhas-do-pará. Com seu cérebro de 9g (o nosso tem 1500g), o papagaio é mais perspicaz que um cachalote – dono do maior cérebro do planeta, com quase 8 kg. A proporção entre o tamanho do cérebro e o tamanho do corpo não diz tudo. Outro ponto a considerar é o tamanho do neocórtex (é a parte mais externa do cérebro). Só os mamíferos têm (e o nosso é enorme). Hoje, já se sabe que ele não é indispensável para o pensamento. Alex, o papagaio, que não era mamífero, não tinha neocórtex, mas raciocinava.

E outros pássaros também dão show de inteligência. Principalmente os corvos. Eles pensam muito bem. E melhor do que qualquer outro animal, fora os primatas e cetáceos. Para exemplificar, eles jogam as conchas na faixa de pedestres das avenidas à beira-mar, esperam os carros passar por cima e catam o recheio quando o sinal fica vermelho. É fato: os corvos entendem a casualidade (“se eu fizer X, acontecerá Y”). Em outras palavras, eles pensam muito bem.

TEXTO EXTRAÍDO DA REVISTA SUPERINTERESSANTE – ED. 289 – MAR / 2011.

 

 

 

EDIÇÃO 57

 

O QUE ELES PENSAM... (PARTE 01)

 

 

 

Golfinhos são sádicos, vacas têm inimigas, gatos e cachorros são experts em dissimulação e galinhas fazem planos para o futuro. A ciência revela o universo oculto no cérebro dos animais.

Charles Darwin é um precursor da noção moderna de como a ciência vê os animais. Para ele, mesmo os bichos mais abaixo na escala evolutiva também teriam inteligência e sentimentos, só que em níveis distintos. As evidências de hoje indicam que muitos animais sentem alegria, tristeza, pena, ....

CONSCIÊNCIA

Um camaleão não sabe que está mudando de cor quando se camufla. Cobras não tem consciência de que enganam predadores quando se fingem de mortas. Isso é obra da seleção natural. É instinto cego, obra da natureza. Mas, podemos verificar que muitos outras atitudes são frutos da criatividade e inteligência dos animais. E para começar a entender como funciona suas mentes, temos que compreender primeiro como eles percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar para ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocado pelo dono. Aí, sim, ele vai dar à rosa um montão de significado.

Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho. Um cão Beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas. Assim, o universo dos cachorros é um estrato de cheiros diferentes. Talvez por isso não liguem para a própria imagem no espelho. Esse supernariz lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos. O Labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes.

Chimpanzés tem sentimentos complexos como inveja e vergonha. E quem tem vergonha não é menos conscientes do que nós. O teste mais clássico para auferir consciência é o espelho. Seu cachorro ou gato não passa por essa prova. Mas, chimpanzés, elefantes e golfinhos fazem isso sem problema. Eles não só sabem quem e o que são como têm o poder de analisar o que os outros estão pensando.

Uma pesquisa da Universidade de Cambridge mostrou que as ovelhas identificam o rosto de pelo menos outras 50 ovelhas. É isso aí, os animais podem surpreender!!! Na próxima edição continuaremos com esse tema abordando outras habilidades dos animais.

 

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